Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
março 13, 2012
março 02, 2012
Baby
Eu sou muito intensa, você é intensa. É como se tentássemos aproximar polos de mesma característica, gastamos demasiada energia, não é um processo natural e eles nunca ficarão estacionados no mesmo lugar, pois a tendência é que busquem o equilíbrio um longe do outro.
março 01, 2012
Mais uma de escritório.
Quantos são os dias cinzas em que não se pode enxergar um passo a sua frente, em que seu único pensamento é a dúvida de sua existência ali e você questiona sua mente, tão abalada e embaçada pela névoa, que lhe cobre os olhos, deixando tudo cada vez mais cinza.
Você dorme. Sonha com um carrossel iluminado, girando após minuto, e aquela música infernal ensurdece seus ouvidos, e então você, atônito, observa crianças sorriso para seus pais e girando em seus cavalos de plástico cheios de luzes natalinas e você passa horas observando-as afim de resgatar algum resquício de infância saudável em sua mente, mas é impossível encontrar algo. Você acorda num impulso, são 3:15h e revira-se em sua cama de molas por dentre a noite. Finalmente adormece, mas já amanheceu, são 6h e você precisa trabalhar.
Então, depois de preparar um café preto, veste suas calças de linho cor-de-mel, sapatos pretos e uma camisa branca. Você toma seu café, lê seu jornal, coloca os óculos de grau e vai trabalhar.
Ao final do dia retorna à sua casa, já é fim de tarde. Você passou o dia atrás de uma mesa de plástico, de escritório, digitando em um computador de duas décadas atrás, com um copo plástico de café já frio e sem açúcar ao seu lado, e você continua com aquilo tudo.
Deita-se na cama, puxa os lençóis branco-amarelados para si, são 23:30h, você olha para o lado, preparando-se para adormecer, e seus olhos escuros não focalizam um olhar, e então, sem um único esforço, fecha seus olhos pesados e assim você começa um sono profundo.
Você está atônito, perturbado, lobotomizado.
Você dorme. Sonha com um carrossel iluminado, girando após minuto, e aquela música infernal ensurdece seus ouvidos, e então você, atônito, observa crianças sorriso para seus pais e girando em seus cavalos de plástico cheios de luzes natalinas e você passa horas observando-as afim de resgatar algum resquício de infância saudável em sua mente, mas é impossível encontrar algo. Você acorda num impulso, são 3:15h e revira-se em sua cama de molas por dentre a noite. Finalmente adormece, mas já amanheceu, são 6h e você precisa trabalhar.
Então, depois de preparar um café preto, veste suas calças de linho cor-de-mel, sapatos pretos e uma camisa branca. Você toma seu café, lê seu jornal, coloca os óculos de grau e vai trabalhar.
Ao final do dia retorna à sua casa, já é fim de tarde. Você passou o dia atrás de uma mesa de plástico, de escritório, digitando em um computador de duas décadas atrás, com um copo plástico de café já frio e sem açúcar ao seu lado, e você continua com aquilo tudo.
Deita-se na cama, puxa os lençóis branco-amarelados para si, são 23:30h, você olha para o lado, preparando-se para adormecer, e seus olhos escuros não focalizam um olhar, e então, sem um único esforço, fecha seus olhos pesados e assim você começa um sono profundo.
Você está atônito, perturbado, lobotomizado.
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