setembro 15, 2012

J.

I don't know, just feel like I can't trust you.

setembro 05, 2012

Pornô chic


CLEAN PORN

  Depois de enfrentar o banheiro velho e sujo como num bordel no centro da cidade, terminei de me enxugar da cabeça ao pés, vesti o meu melhor sutiã, espalhei creme de lavanda pelo corpo, coloquei a calcinha azul, que combinava com a parte de cima.
  Você dormia angelicalmente em nossa cama, tínhamos caminhado ao sol e o dia fora cansativo. Você estava linda.
  Marcamos de sair com amigos e eu precisava te acordar. Com muita vergonha, me enrolei na toalha e posicionei meu corpo ao seu lado. Comecei distribuindo pequenos beijos em suas mãos, subindo para os braços até atingir seu rosto, que dormia tão sereno.
  Sussurrei palavras em seu ouvido na tentativa de despertá-la. Bem-sucedida na minha ação, você abriu os olhos. Pareceu um pouco perdida, sem saber ao certo o local onde estava. Passado o impacto inicial, você respondeu ao meu carinho com um beijo em meus lábios, que foi retribuído com mais intensidade, até que já não se sabia distinguir onde começava e terminava cada corpo. Éramos uma.
Minha toalha já ocupava o chão ao lado da cama e meu corpo seminu se equilibrava em meio a suas pernas e braços. Beijávamos-nos como se fôssemos amantes, sedentas de carne e alma.
Fui conhecendo seu corpo com minha boca, desvendando seus pontos fracos. Era seu pescoço que te levava a loucura. Concentrei-me então em atingir aquele local e você soltava pequenos barulhos de prazer. 
Estávamos nos amando.
Posicionei minhas pernas em volta das suas, sentadas, e você arrancou meu sutiã, sugando meus mamilos na tentativa de me dar prazer.
Tirei sua blusa branca e pude ver melhor seu corpo, você usava um “top” branco, que deixava seus seios ainda menores. Eles eram pequenos como dois limões, mas me excitavam, olhando para mim pedindo para que os devorasse sem dó.
Passei então a beijar seu corpo todo, chegando à região da barriga. Senti sua pele adotar uma textura rígida e seus pelos eriçados, fazendo-a liberar gemidos que tomavam o vácuo do quarto, já não tão frio como antes.  Senti minha calcinha molhada.
Talvez fosse o ciclo do mês começando, mas definitivamente era reação aos estímulos de seu corpo. Estava completamente hipnotizada por sua silhueta, que já mais relaxada, perdia a razão naquela cama de hotel.
 Queria pegar sua mão e direcioná-la sob minhas vergonhas, queria que você me comesse ali mesmo.
Estávamos atrasadas para a reunião de amigos então entramos no chuveiro.
 Chupar sua pele em meio à água quente foi como sentir pequenos arrepios que oscilavam e subiam dos pés ao meu peito.
Sentir seu corpo molhado e excitado me fez ir a loucuras. Virei-me então, de costas, seus braços tomaram minha sanidade, me entreguei a seus beijos leves em meu pescoço. Senti um frio na barriga, fechei meus olhos. Então como num Blues, nossas existências se encaixaram num arranjo perfeito, a harmonia de sons de nossos corpos, com o barulho do silêncio que nossas mentes gritavam “quero te amar”. Podíamos morrer ali e o mundo estaria salvo.
 Seus dedos escorregaram por meu colo, barriga, virilha, com certo receio da minha aceitação ou não.
Tocaram os arredores, minhas pernas. Sussurrava em minha mente: vem menina, sou sua. Era tudo tão calmo, prazeroso. Me coma inteira, eu deixo.
Seus dedos alcançaram, então, meu ponto fraco entre as pernas. Subitamente fui tomada por uma perda de sanidade. Ainda com os olhos fechados, você começou explorando a região, com movimentos calmos, respeitosos. Tocou-me e aquilo me fez até sentir cócegas. Só conseguia pensar em seus dedos penetrando meu interior, atingindo meu centro de gozo.
Colocou o dedo indicador e fiz um gesto com a mão, indicando que queria dois. Entramos num ritmo de três tempos, e dois...
-Ahh.
Recheei sua mão com o meu líquido fértil, senti minhas costas geladas, e quando passou o impacto inicial, abri os olhos.
Ela havia conseguido.