Pensei em unhas
cor de risoto de mandioquinha.
assim ficou meu rosto
alaranjado, abóborado
estatelado
quando me fecharam numa esquina
e tocava Beatles.
os freios responderam, os olhos só viam as unhas
que se viraram rapidamente ao longo do guidão.
na mente, a cor pertinente,
ainda bem que tem gente,
que colore a nossa frente,
pra não dizer o que se sente
só um gesto indecente.
Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
setembro 30, 2013
setembro 29, 2013
No sábado
Chovia naquele dia, que
me peguei distraída,
ressentida, soprei.
E você sentiu, apareceu
com algo que não era meu
nem nunca foi
mas era
muito mais do que já tive
e terei, se você quiser.
me peguei distraída,
ressentida, soprei.
E você sentiu, apareceu
com algo que não era meu
nem nunca foi
mas era
muito mais do que já tive
e terei, se você quiser.
Texto
Depois de tomar o último gole da cerveja -ainda um pouco gelada- coloquei a garrafa em cima do apoio de mesa e então me afastei um pouco da beirada da mesa de madeira -que meus pais trouxeram de uma viagem à Minas Gerais- e olhei à minha volta. Tocava blues no rádio, e ele estava sentado ao meu lado, concentrado em alguma tarefa em seu notebook, já eram quase nove horas da noite.
Fazia muito frio.
Fazia muito frio.
setembro 16, 2013
Ele tão bonito
assim parado, constrói.
Pinta de preto num espaço branco, ainda vazio, a física
que
descolore
e descobre
e inventa
de tanto pintá-la.
Pinta de preto num espaço branco, ainda vazio, a física
que
descolore
e descobre
e inventa
de tanto pintá-la.
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