maio 26, 2010

"Poeminha"

De vinho seco, tarde chuvosa
Frio molhado, casacos cor preta
Cachecóis, cafés, romances policiais
Bebida púrpura! Apreciada em taças de cristal

Fumaça de vento, namorados de mãos dadas
Livros amarrados a mentes, onde se proíbe a venda
tentando se censurar o que na verdade
é apenas um puro e singelo poeminha.

Não há tradução que o exemplifique
mas sim um sentimento de tirar o fôlego
Ele pede uma dose da bebida púrpura e pró-seca
e se vê dentro de um quebra cabeça
ou talvez um labirinto

Nenhum dos caminhos leva a Roma
Nenhuma das estradas chega na praia

Essa névoa branca que paira sobre o chão
esconde futuros pés
acobertados de sapatos vinho
Mas esse frio não passa nunca, pensou ele.

Depois de caminhar por toda a cidade
chega a um estágio
de escutar somente a sirene barulhenta
que insiste em zunir dentro de sua cabeça.

Não passa! Não passa!
Apático, sem vontade, acorda
da realidade recruta, marionete.
Pede mais uma taça de vinho.

Voltemos às cerejas.

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