julho 19, 2010




Ela não queria ser como todos os outros, como os colegiais. Não ouvia rock colorido, nem se vestia para causar. Ela queria ser inteligente, queria saber ler, compreender. Queria divulgar a música, queria críticar, desfilar. Adorava os cafés, mas dos bons, mesmo. Não daqueles para se dizer descolada, ou diferente. O frio, ah! como amava-o! Casacos pretos, cachecóis xadrez, luvas, sorvetes.

Frequentava bares distantes, ouvia música progressiva, jazz, anos 80. Ela realmente não nasceu na época certa.

Ela era uma mulher para se amar.

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