setembro 11, 2010

Poema antigo

Longe de você, está quem você ama.
mesmo que não de corpo, nem de alma
por telegrama.

Não há vazio de graça
Nem mesmo falta argamassa
É só o tempo, que nunca, nunca passa.

Mas o que é possível, para tal frugalidade?
Frugal, banal, anormal, cheio de ambiguidade?
É sim fatal, obter tal faculdade.

Mesmo que depois de anos
de fulanos, beltranos, marcianos
A saudade perdure

Mesmo que aconteçam desenganos
que se façam interurbanos, se cruzem oceanos
A efermidade se fature

Mesmo que não reste nada do que era antes
Mesmo que a chuva não pare, em pingos incessantes
Reste ao menos uma lembrança
assim, singela
de uma velha mudança
de uma antiga dança
de uma linda criança.

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