O homem mudo, transparente
inocente.
Inocência?
Inocência não existe
não germina, não cresce.
Ilumina, para
que me seja possível enxergar
através dos homens sujos e
bêbados e perdidos de pó.
Pó? É o que resta depois. O amor,
a formação, o capital, o racional.
É, certamente, cheio de razão, o homem que se diz perdido
em velocidades. Ele não encontra a verdade nunca, nunca.
Sete, são as mulheres -belas mulheres- que se submetem
aos homens perdidos, inválidos, inconscientes
indecentes. Estão, elas
pois trancafiadas em casas [remendadas]
nas linhas da moradia, da vivência.
E uma delas disse, ao ser questionada:
-Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria?
Como pode, Maria?
E então, ela responde, num gesto de monotonia:
-Vazia, vazia, e cheia de companhia.
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