março 30, 2011

ainda sem título.

Nunca fui muito religiosa. Não costumava frequentar a igreja com meus pais, nem carregar santinhos na carteira ou um escapulário no pescoço como muitos fazem. Até sei rezar, mas confesso que aprendi tal façanha quando era criança, com a Nilnil, uma babá interiorana que de tão devota, acabou pedindo demissão para virar freira. A partir daquele momento, começamos uma longa procura por outra babá (não tão beata como esta última) mas que atendesse aos caprichos de minha mãe e que pelo menos cozinhasse um bom "Strogonoff". Fumantes, baianas, paulistas, vizinhas e até mesmo uma curitibana, que quando foi embora, pediu para que fosse deixada em uma... casa de entretenimento para maiores de 18 anos? Chega até a ser engraçado: uma para um convento, outra para um evento. Tipo claro e escuro, barroco, disforme. Divergente.
O fato é que a religião está impregnada em cada um de nós, desde os tempos das trevas, das caravelas, das fogueiras. Até mesmo a prostituta Alice, carregava em sua carteira um santinho do tipo impresso num papelzinho. Santo Expedito, creio eu. A religião impregnada como uma unidade puramente financeira, como ideológica. De falsos arrependimentos, falsas punições.
Sempre tive minha própria religião, minhas crenças e simpatias. Era como se fosse a religião do "eu". eu acredito, eu mando e desmando e eu interior.
Mas naquele momento, pedir (nem que fosse a mim mesma) me pareceu a melhor solução, uma válvula de escape, vô.

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