para e olha pra cá, moço
mesmo o desgosto que sempre foi teu
hoje meu é de merecer
tempo e espaço
o afago já é, demorado demais
quem faz o favor de mostrar a paz, sem par
levanta a cabeça e olha pra cá
menino, teu cabelo balança pro lado de lá
e eu sei que fui vaga
prum amor de além
o nosso problema foi amar demais.
e quem disse que é, tarde pra ser
o que sempre fomos, pequeno.
ou é clichê, ou seilá
pra quê se preocupar
em não amar
e transbordar
deixa de lado o retrato
que construí
e vê se daí, me olha de cá
de ponta-cabeça assim será
tudo tem seu fim
sim, amor.
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