março 01, 2010

Foi naquele verão

praias com ondas geladas que me cobriam as canelas, sonhos petiscados como uma gaivota que isca seu peixe.
Sento-me nas pedras, olho para o mar.
Sinto uma paz subindo pelas rochas, chegando até mim para que então, consiga me prender, consumindo ao todo meu interior.
Dar-te-ia um pedaço de minha alma, num ímpeto de coragem e desapego, no balançar das ondas, naquele verão do Rio de Janeiro.
Sol -fonte primária e incandescente- ilumina tal nação.
Cabeças rolam, coringas são revelados, passeatas perduram dias e dias.
Quem me dera ser Capitu, com seus olhos de ressaca, dissimulada.
Ainda é questionada.

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