Não sei se você que morrer, menino.
Não sei nem porque estou aqui, talvez nem esteja.
Naquele tempo em que as manhãs ainda eram azuis, seilá, não me lembro se me dava conta de meu destino incerto, orgânico, póstumo.
Como você veio parar aqui? depois de tanto soco e tapa e chute.
Deve fazer, seilá, muitos meses que estou aqui, desde a minha fecundação, desde o tempo em que me viciava, desde quando eu fodi alguém.
Ah, falando em foder alguém, por quê é que depois de tudo, das guerras e das revoltas, você continuava a me procurar, me cruzar e a me chupar? Me explique.
Eu me batia, eu te batia, eu me batia denovo e não me arrependia. Eu te levava ao êxtase em LSD, eu te fumava, eu existia em mim naquele tempo.
Pena que as manhãs [não as vejo mais]
as frias manhãs, não continuem dançantes como as de ontem. Se tornaram cinzas, cinzas como as de uma fênix mas que nasce de novo depois de tudo e que morre e morre, renasce e morre e morre. Não morro todos os dias [bem que gostaria] eu não morro nunca, nem sei se quero morrer, realmente não sei, menino.
Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
novembro 23, 2010
novembro 15, 2010
Bulletproof
É, dessa vez Ele realmente estava à prova de balas-pensou Ela.
Não queria se importar [não que alguma coisa lhe importasse]
mas só pelo fato de pensar em se importar, se importava.
E Ele só queria que tudo passasse afinal, não estava ali pra isso.
-O amor? Não existe. É uma criação do homem, do dinheiro.
Tempo perdido.
-Aliás, nem o tempo existe!
-Não me interrompa! Estou no meio de uma dança, não quero nenhum tipo de problema, não quero saber de histórias melodramáticas, não quero saber de heterossexualidade! Eu protesto!
Protesto contra o amor! Chega de amor!- disse Ela, em seu ápice. Não.
Calma, passou.
-Não, não passou! Alego falta de orgulho! Que vergonha!
Vou cortar meu cabelo, virar uma dyke, foda-se o mundo. Foda-se o preconceito das pessoas, a ignorância, foda-se!
-E foda-se a minha bunda, vou virar uma prostituta. Pelo menos eu fodo ganhando alguma coisa em troca.
Ele, já em estado de profunda monotonia [e depois de dar uma bola], replicou:
-Tá afim de puxar um?
-Sim, mas que merda!- disse Ela.
E eles terminaram a noite com um sexo selvagem.
Não queria se importar [não que alguma coisa lhe importasse]
mas só pelo fato de pensar em se importar, se importava.
E Ele só queria que tudo passasse afinal, não estava ali pra isso.
-O amor? Não existe. É uma criação do homem, do dinheiro.
Tempo perdido.
-Aliás, nem o tempo existe!
-Não me interrompa! Estou no meio de uma dança, não quero nenhum tipo de problema, não quero saber de histórias melodramáticas, não quero saber de heterossexualidade! Eu protesto!
Protesto contra o amor! Chega de amor!- disse Ela, em seu ápice. Não.
Calma, passou.
-Não, não passou! Alego falta de orgulho! Que vergonha!
Vou cortar meu cabelo, virar uma dyke, foda-se o mundo. Foda-se o preconceito das pessoas, a ignorância, foda-se!
-E foda-se a minha bunda, vou virar uma prostituta. Pelo menos eu fodo ganhando alguma coisa em troca.
Ele, já em estado de profunda monotonia [e depois de dar uma bola], replicou:
-Tá afim de puxar um?
-Sim, mas que merda!- disse Ela.
E eles terminaram a noite com um sexo selvagem.
novembro 12, 2010
Talvezes eu
Talvez eu, com minhas mãos trêmulas, minhas enxaquecas e minha falta de fome, seja fraca.
Talvez eu não aguente a pressão do mundo;
Talvez eu grite, xingue e corra e delire;
Talvez eu seja diferente do mundo, [vai ser gauche na vida! vai!]
Talvez minha mente não tenha fundo;
Talvez eu ame, talvez odeie;
Talvez me lembre;
Talvez leia, talvez não;
Talvez cresça, talvez desapareça;
Talvez veja, talvez beije, eu beijo.
Talvez durma, talvez assuma;
talvez escreva.
Talvez seja reconhecida, ou ignorada;
que pelo menos eu seja, amada!
Talvez persista
Talvez exista.
Talvez eu não aguente a pressão do mundo;
Talvez eu grite, xingue e corra e delire;
Talvez eu seja diferente do mundo, [vai ser gauche na vida! vai!]
Talvez minha mente não tenha fundo;
Talvez eu ame, talvez odeie;
Talvez me lembre;
Talvez leia, talvez não;
Talvez cresça, talvez desapareça;
Talvez veja, talvez beije, eu beijo.
Talvez durma, talvez assuma;
talvez escreva.
Talvez seja reconhecida, ou ignorada;
que pelo menos eu seja, amada!
Talvez persista
Talvez exista.
novembro 11, 2010
K.S.:
Is it alright for me to feel this way
put my head in your lap,
the world will go away.
Well well, we can go there,
we can go anywhere
We can go there.
novembro 06, 2010
a vida em coito
Primeiro vem o ímpeto de olhar
ao ver ela passar
Não sei seu nome, nem de onde vem, nem pra onde vai.
só sei que quero levá-la ao altar.
Depois do primeiro coito, um olhar de tesão, na cama, na roupa
um aroma de fascinação.
Passados mil anos, e continuei a amá-la,
era bela, muito reparada, lanço-lhe um olhar, de madrugada
No final só restou -entre nós- o charme, o charme de uma moça bonita.
Só que bem lá no fundo, sei, [valeu a pena a metida]
meti-lhe o gozo da vida.
ao ver ela passar
Não sei seu nome, nem de onde vem, nem pra onde vai.
só sei que quero levá-la ao altar.
Depois do primeiro coito, um olhar de tesão, na cama, na roupa
um aroma de fascinação.
Passados mil anos, e continuei a amá-la,
era bela, muito reparada, lanço-lhe um olhar, de madrugada
No final só restou -entre nós- o charme, o charme de uma moça bonita.
Só que bem lá no fundo, sei, [valeu a pena a metida]
meti-lhe o gozo da vida.
novembro 01, 2010
Quer saber mesmo? se me fosses possível
comprar-lhe-ia uma passagem bem comprada para a Lua. [sem volta]
Assim tu não voltarias nunca mais,
Não tumultuarias meu romance
Não impedirias meu coração
Não choverias no meu amor
Nunca mais.
ah! se me fosses possível fazê-lo, como faria! Sem desapego, eu garanto!
meu bem, se me fosses possível.
Assim tu não voltarias nunca mais,
Não tumultuarias meu romance
Não impedirias meu coração
Não choverias no meu amor
Nunca mais.
ah! se me fosses possível fazê-lo, como faria! Sem desapego, eu garanto!
meu bem, se me fosses possível.
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