É, dessa vez Ele realmente estava à prova de balas-pensou Ela.
Não queria se importar [não que alguma coisa lhe importasse]
mas só pelo fato de pensar em se importar, se importava.
E Ele só queria que tudo passasse afinal, não estava ali pra isso.
-O amor? Não existe. É uma criação do homem, do dinheiro.
Tempo perdido.
-Aliás, nem o tempo existe!
-Não me interrompa! Estou no meio de uma dança, não quero nenhum tipo de problema, não quero saber de histórias melodramáticas, não quero saber de heterossexualidade! Eu protesto!
Protesto contra o amor! Chega de amor!- disse Ela, em seu ápice. Não.
Calma, passou.
-Não, não passou! Alego falta de orgulho! Que vergonha!
Vou cortar meu cabelo, virar uma dyke, foda-se o mundo. Foda-se o preconceito das pessoas, a ignorância, foda-se!
-E foda-se a minha bunda, vou virar uma prostituta. Pelo menos eu fodo ganhando alguma coisa em troca.
Ele, já em estado de profunda monotonia [e depois de dar uma bola], replicou:
-Tá afim de puxar um?
-Sim, mas que merda!- disse Ela.
E eles terminaram a noite com um sexo selvagem.
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