as notas dançavam como num balé contemporâneo, e deslizavam para fora da caixa como fumaça amarga, e melodiavam.
Pulavam por entre as frestas das portas, musicavam as árvores ali enterradas.
Elas eram só "as notas", simples notas.
tiravam sorriso de qualquer menina brava, de qualquer casal desentendido.
cumpriam horário, batiam cartão, tomavam sorvete, e se escondiam do carro colorido.
-Corre! Se não o camburão leva!
-Esconde as notas! Esconde as notas!
As notas não eram a salvação, eram só as notas.
tarde demais.
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