julho 15, 2011

o inevitável

O fato que me vem à mente e que me faz ter o ímpeto de relatar aqui, é o de que tenho conhecidos que têm por hábito fumar maconha diariamente. Não que eu tenha preconceito com quem fume, apesar de considerar um hábito nada saudável.
Acho que com o tempo a gente percebe do que gosta (e não gosta), o que quer pra vida, e o que nos faz ser quem acreditamos que somos. Não fumo, mas respeito quem faz e acredito na liberdade de expressão de quem quer fazer. Já me diminuíram por não gostar de maconha, alegando a minha "caretisse" e me saturaram de piadas me xingando e rindo e me empurraram o baseado aceso, como se aquilo fosse a salvação do mundo. Confesso que gosto do cheiro, bem característico, mas também não sinto falta dele. Com toda essa história de discriminalização que saiu de um tema "tabu" para um assunto a ser discutido(e que pra mim não ia funcionar nesse país) e que envolve tratar os usuários de outra maneira, continuo favorável à liberdade de expressão, mas mesmo assim, não quero fumar. Além de ficar em uma neura interminável, sentindo meu estômago meio estranho como que se estivesse pedindo algo (não, não é larica), meus batimentos cardíacos ficam acelerados por causa da adrenalina. Parece que para se encaixar no mundo hoje, é preciso fazer coisas de que você discorda (tirando as inevitáveis como estudar biologia) e eu discordo em fumar maconha e parece que nesse grupo de conhecidos, eu sou a estranha, a que não é "louca" a que não fuma. Ah, seilá, tô meio de saco cheio disso. Talvez eu seja meio careta mesmo, não conservadora, mas não preciso de um cigarro de erva pra abrir o apetite ou pra rir incessantemente de alguma piada mesmo que sem graça e de todas as vezes que fumei, fumei porque me senti na "obrigação" de aceitar o que esses conhecidos faziam, pra ver se sentia alguma coisa. Mas ah, não era eu, acho. Bem, talvez fosse eu, mas aquele "eu" tentando procurar algo mais naquilo, e tudo o que encontrei foi uma fome do cão (fome do cão fome do cão), minhas pupilas meio estranhas e um sono fodido no final. É, não tem a menor graça.

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