Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
agosto 09, 2011
Levei horas para decidir o que escrever aqui, mas parece que são tantas coisas que nem eu mesma sei o que realmente deveria deixar os outros saberem, mais do que eu mesma sei sobre mim mesma. Fica difícil na minha situação, lembrar das coisas. Lembrar no sentido íntegro do que acontece na minha vida, lembrar do pouco que aprendi (nem tão pouco assim, mas como sempre me inferiorizo, é pouco), ou recordar o que comi no café. Talvez por ser meu último ano de uniforme, me sinta meio nostálgica, como se não tivesse aproveitado essa fase da vida sem querer crescer, ou poder fazer coisas que não podia até então. Seilá, acho que crescer é bom, a gente cria coragem pra dizer coisas que não diria de si mesmo para os outros, ficamos mais confiantes, talvez. Se alguém me perguntasse hoje, o que quero pra vida, talvez de imediato diria o que todo mundo quer: felicidade, amigos, grana(se der)... Mas pensando bem, isso é pouco. Quero poder estudar o que gosto, ler o que quero, conhecer quem quiser. Quero viajar, quero independência, quero gritar e xingar quem eu quiser e do que precisar se tiver vontade. Quero transar com quem eu quiser, a hora que quiser, sem precisar me importar se causaria algum espanto. Quero olhar pra cara de quem eu quiser, e dizer -Não me leve a mal, mas você é uma pessoa vazia, ignorante, subordinada, porca, implicante, incompetente e se eu fosse seu chefe, mandaria você porta a fora com um pontapé na bunda, pra que você aprendesse a saber mais coisas e parasse de agir dessa maneira burra, maquinal. E também não importaria se você me levasse a mal. Hm, já me perdi. Bem, também queria dizer que apesar de me sentir mais velha, ainda sinto aquele calafriozinho de antes, ainda me apaixono pelas mesmas pessoas, ainda (pois é, ainda) não me livrei desse sentimento que desenvolvi por você e que eu realmente não queria ter desenvolvido. Cara, eu sou uma babaca mesmo. Você não tem noção de como incomoda o fato de você ser desse jeito comigo e ao mesmo tempo não poder estar comigo e eu me engano, eu sei. E não queria que você soubesse de nada disso mas é algo que não consigo evitar. E mais uma coisa: odeio ter que admitir mas você foi a última pessoa, naquela páscoa, e feriado de sol. É, acho que a gente aprende que nem tudo é como gostaríamos, e que tem coisas que, por mais que cresçamos, não conseguimos mudar.
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Texto revoltado mais com verdade
ResponderExcluirCute =D