Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
agosto 02, 2011
Gostaria de confessar que muita gente não me conhece como eu realmente sou. Na verdade ninguém sabe o que eu sinto quando acordo, quando me olho no espelho, quando minto não sentir o que sinto e ignoro. Talvez eu seja mesmo uma pessoa insensível ou imparcial quando se trata de amor, mas quero deixar claro que às vezes é confortante não ter que me preocupar com mais ninguém. É egoísmo, eu sei. Talvez nem eu mesma saiba se é válido o meu sentimento. A verdade é que se não tenho alguém que se importe, porquê hei de perder meu tempo enquanto poderia gastá-lo fazendo qualquer outra coisa que não pensar em outra pessoa? É lógico, as pessoas precisam progredir, precisam conseguir fazer coisas, precisam não precisar de alguém. É, acho que talvez não seja necessariamente falta de amor ou excesso de egoísmo o que eu tenho, talvez eu consiga separar as coisas independentemente, colocando-as nos seus devidos lugares, dadas as suas devidas importâncias. O fato é que quando a importância é grande, ela é realmente grande. Grande constatação, não? É, e queria deixar claro que quando eu digo "tudo bem, deixa pra lá", não está tudo bem, não deixa pra lá e você não sabe a merda que é achar que alguma coisa vale a pena com você, sendo que só a sua presença já me causa calafrios e eu suo gelado a ponto de quase cair (e às vezes eu caio) na tentação de falar e ir atrás de você e pensar em você, como se fizesse qualquer diferença, como se eu fosse algo além de uma babaca colegial e imatura que teria o que fazer mas insiste em correr atrás de você.
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