Quando "não" há opção e sentimo-nos sufocados a ponto de vomitar tudo o que temos, fizemos e pensamos desde que nos conhecemos, escrevemos.
julho 25, 2012
Nabel
Acorda de manhã -atrasada-, pega um cigarro, lava o rosto. Tinha dormido mal na noite anterior, a farra foi boa, a bera tava gelada e a sua mina ali do lado.
Era Nabel, seu nome. Mudou-se de cidade por motivos familiares, saiu de São Paulo para Curitiba. Tinha 19 anos e pouca experiência de vida, mas muita, muita loucura. Seus dias se resumiam a trabalhar num bar Curitibano, estudar de noite e sua vida era regada a drogas e muita cerveja e Tequila e bares com amigos. Era extrovertida, falava alto, gay assumida. Acima de tudo, era linda. Levava a vida com música, dançava forró muito bem e sabia como tratar uma mulher. Nabel não tinha remorso, não se arrependia e era feliz.
Loira de olhos claros, conquistava as meninas por onde passava e seu sotaque paulistano era explícito. Dona de um cabelo sensacional, me conquistou certa vez.
Mas ela era assim, passageira.
Nabel amava a vida, mais do que tudo.
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