abril 18, 2011

aquele que Reluz

O amor é vontade física, é admiração. O amor é paixão, é convivência, aceitação. O amor é nada. A vida é amor, a vida é tudo. A vida é feita de amor, de apego à primeira vista. O amor é platônico. O amor é plutônico. O amor está longe e é tão grande que cabe na palma da mão. É outra dimensão. Nega, retrai, assusta, deslumbra. Reluz. O amor é luz, é fogo que não arde, queima. É idealizado, é inventado, é desamado. É desumano não ser correspondido. É menos humano ainda, corresponder. O amor é bebida, dinheiro, música. O amor reluz. É falsa verdade. O amor usa o cabelo curto. O amor tem cicatrizes. É uma cicatriz. O amor tem tatuagem preto e pele. Tem sono, mastiga, engole e cospe as mais bonitas frases, encapuzadas e mentirosas. Ele mente, e como. Ele tem uma carinha nas costas e uma história bonita na frente. Ele se veste de calça jeans e tem uma namorada que pega no pé. O amor não existe, é parte do cérebro que foi danificada. O amor existe no mundo dos homens, dos homens, das mulheres com mulheres. O amor não sobrevive por si só. Se alimenta de gente como eu. O amor, assim, em você personificado, encarnado. Digno de exorcismo.

Obs: o amor me liga às vezes.

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