novembro 23, 2010

A inmorte [não é o mundo que vos fala]

Não sei se você que morrer, menino.
Não sei nem porque estou aqui, talvez nem esteja.
Naquele tempo em que as manhãs ainda eram azuis, seilá, não me lembro se me dava conta de meu destino incerto, orgânico, póstumo.
Como você veio parar aqui? depois de tanto soco e tapa e chute.
Deve fazer, seilá, muitos meses que estou aqui, desde a minha fecundação, desde o tempo em que me viciava, desde quando eu fodi alguém.
Ah, falando em foder alguém, por quê é que depois de tudo, das guerras e das revoltas, você continuava a me procurar, me cruzar e a me chupar? Me explique.
Eu me batia, eu te batia, eu me batia denovo e não me arrependia. Eu te levava ao êxtase em LSD, eu te fumava, eu existia em mim naquele tempo.
Pena que as manhãs [não as vejo mais]

as frias manhãs, não continuem dançantes como as de ontem. Se tornaram cinzas, cinzas como as de uma fênix mas que nasce de novo depois de tudo e que morre e morre, renasce e morre e morre. Não morro todos os dias [bem que gostaria] eu não morro nunca, nem sei se quero morrer, realmente não sei, menino.

novembro 15, 2010

Bulletproof

É, dessa vez Ele realmente estava à prova de balas-pensou Ela.
Não queria se importar [não que alguma coisa lhe importasse]
mas só pelo fato de pensar em se importar, se importava.
E Ele só queria que tudo passasse afinal, não estava ali pra isso.
-O amor? Não existe. É uma criação do homem, do dinheiro.
Tempo perdido.
-Aliás, nem o tempo existe!
-Não me interrompa! Estou no meio de uma dança, não quero nenhum tipo de problema, não quero saber de histórias melodramáticas, não quero saber de heterossexualidade! Eu protesto!
Protesto contra o amor! Chega de amor!- disse Ela, em seu ápice. Não.
Calma, passou.
-Não, não passou! Alego falta de orgulho! Que vergonha!
Vou cortar meu cabelo, virar uma dyke, foda-se o mundo. Foda-se o preconceito das pessoas, a ignorância, foda-se!
-E foda-se a minha bunda, vou virar uma prostituta. Pelo menos eu fodo ganhando alguma coisa em troca.
Ele, já em estado de profunda monotonia [e depois de dar uma bola], replicou:
-Tá afim de puxar um?
-Sim, mas que merda!- disse Ela.
E eles terminaram a noite com um sexo selvagem.

novembro 12, 2010

Talvezes eu

Talvez eu, com minhas mãos trêmulas, minhas enxaquecas e minha falta de fome, seja fraca.
Talvez eu não aguente a pressão do mundo;
Talvez eu grite, xingue e corra e delire;
Talvez eu seja diferente do mundo, [vai ser gauche na vida! vai!]
Talvez minha mente não tenha fundo;
Talvez eu ame, talvez odeie;
Talvez me lembre;
Talvez leia, talvez não;
Talvez cresça, talvez desapareça;
Talvez veja, talvez beije, eu beijo.
Talvez durma, talvez assuma;
talvez escreva.
Talvez seja reconhecida, ou ignorada;
que pelo menos eu seja, amada!
Talvez persista
Talvez exista.

novembro 11, 2010

K.S.:

Is it alright for me to feel this way
put my head in your lap,
the world will go away.
Well well, we can go there,
we can go anywhere
We can go there.

novembro 06, 2010

a vida em coito

Primeiro vem o ímpeto de olhar
ao ver ela passar
Não sei seu nome, nem de onde vem, nem pra onde vai.
só sei que quero levá-la ao altar.
Depois do primeiro coito, um olhar de tesão, na cama, na roupa
um aroma de fascinação.
Passados mil anos, e continuei a amá-la,
era bela, muito reparada, lanço-lhe um olhar, de madrugada
No final só restou -entre nós- o charme, o charme de uma moça bonita.
Só que bem lá no fundo, sei, [valeu a pena a metida]
meti-lhe o gozo da vida.

novembro 01, 2010

Quer saber mesmo? se me fosses possível

comprar-lhe-ia uma passagem bem comprada para a Lua. [sem volta]
Assim tu não voltarias nunca mais,
Não tumultuarias meu romance
Não impedirias meu coração
Não choverias no meu amor
Nunca mais.
ah! se me fosses possível fazê-lo, como faria! Sem desapego, eu garanto!
meu bem, se me fosses possível.

outubro 29, 2010

-Xícaras-

O homem mudo, transparente
inocente.
Inocência?
Inocência não existe
não germina, não cresce.
Ilumina, para
que me seja possível enxergar
através dos homens sujos e
bêbados e perdidos de pó.
Pó? É o que resta depois. O amor,
a formação, o capital, o racional.
É, certamente, cheio de razão, o homem que se diz perdido
em velocidades. Ele não encontra a verdade nunca, nunca.
Sete, são as mulheres -belas mulheres- que se submetem
aos homens perdidos, inválidos, inconscientes
indecentes. Estão, elas
pois trancafiadas em casas [remendadas]
nas linhas da moradia, da vivência.
E uma delas disse, ao ser questionada:
-Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria?
Como pode, Maria?
E então, ela responde, num gesto de monotonia:
-Vazia, vazia, e cheia de companhia.

outubro 28, 2010

quero ver depois que essa merda toda explodir!
trinitrotolueno neles! petistas ratos de porão. Lula/Dilma fora!

outubro 27, 2010

Pena que tem gente ignorante por aí;


PRODUZIDO, PENSADO, SUADO, ESPERADO, GLORIFICADO, TERMINADO.

por: mim.

Apesar de você ser a única exceção, sinto, que essa apreensão que você carrega, [ao meu ver, claro] faz de você uma pessoa de certa forma chata, monótona, e cheia de complicações intermináveis. Não faço a mínima ideia de como você ficou assim [talvez você seja desse modo, mesmo] mas sei que a força de vontade vem de dentro, não adianta esperar o mundo mudar, ou seilá, o Serra ganhar. Apesar da distância de pensamento, apesar de tudo, você continua igual.
Continua a mesma pessoa que conheci anos atrás.
Continua com suas preocupações, com seus anseios, com suas infantilidades, com suas inverdades. E verdades.
Ainda é aquela ovelhinha seguindo o sistema [por mais que você não queira].
Ainda tem mau humor
Ainda tem aquele péssimo hábito de se achar superior, inferior
[mesmo que sutilmente]

Ainda não sabe chorar
Ainda não aprendeu a ler
Ainda chora
Ainda grita e abaixa a cabeça e se esquece.
Ainda não sabe o que é odiar
Ainda falta,
falta maturidade
experiência
coragem
falta-lhe tudo,
tudo o que é bom
o que é ruim
o que é inútil.
Falta-lhe tudo, você é feito
, de nada.

outubro 21, 2010

Podes me levar contigo
para junto de sua física?
Podes me mostrar sentido
entre as pernas [e como são belas, as pernas]
e montanhas
[atrasadas]
Leve-me, pois elas estão ocultas entre vírgulas reluzentes
entre mentes carentes e
não há dúvidas interiores, e nem falta de amores
e nem mesmo Maria das Dores, que,
de dolorida não tem nada,
não passa de uma
oprimida e desvalorizada
mulher da vida.

outubro 20, 2010

ah, vida bandida!
se tu fosses perdida,
se tu fosses banida,
desse mundo imundo,
não seria a minha vida.

outubro 19, 2010

Certamente é, dado Idealismo inventado
ou infantil.
Mesmo desconhecendo fatos
ou até mesmo ignorando-os
não deixas de existir -nem que por um segundo- imundo Idealismo. Não morres nunca.
Não deixarás de existir, pois bem, pergunto-lhe: por obséquio encontras
mecanismos suficientemente fortes
capazes de superar aqueles sorrisos sinceros, singelos, de olhos serrados?
Liderava tal caos, munidos de
injustiças; o aportuguesado
'clichê', torna-se
hilariante; meramente
é, uma
esperança mútua e
universal.
Precisamente gemificada em
razões inexplicáveis para deduzir
esforços [mesmo que pequenos]
culminando em um
idioma independente, apaixonante e
Sozinho, sufocado, num estado anárquico.
Os dias ensolarados, cheios de
dúvidas e
erros que
voltam-se e
ocultam-se em
corações, e cartas de
Ênfases póstumas.

setembro 11, 2010

Poema antigo

Longe de você, está quem você ama.
mesmo que não de corpo, nem de alma
por telegrama.

Não há vazio de graça
Nem mesmo falta argamassa
É só o tempo, que nunca, nunca passa.

Mas o que é possível, para tal frugalidade?
Frugal, banal, anormal, cheio de ambiguidade?
É sim fatal, obter tal faculdade.

Mesmo que depois de anos
de fulanos, beltranos, marcianos
A saudade perdure

Mesmo que aconteçam desenganos
que se façam interurbanos, se cruzem oceanos
A efermidade se fature

Mesmo que não reste nada do que era antes
Mesmo que a chuva não pare, em pingos incessantes
Reste ao menos uma lembrança
assim, singela
de uma velha mudança
de uma antiga dança
de uma linda criança.

setembro 10, 2010

Ela era tímida mas principalmente, linda.

agosto 31, 2010

Apagar-me
diluir-me

desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.


Paulo Leminski

agosto 02, 2010

l'amour platonique

o amor platônico: tradução de uma angústia, um curta-metragem sem fim;
amor platônico: palco de vírgulas, de sorrisos antônimos;
amor platônico: passeios, devaneios, anseios.
amor platônico: um jornal de ontem, um teatro oxímoro, paradoxos de noites claras.
amor platônico: privacidade revelada, poemas de estrada.
amor platônico: sentimentos à flor da pele,
amor platônico: amor não correspondido.
amor platônico: amor abstraído, amor adoecido, amor dolorido.
amor platônico: hoje e sempre.

eu te amo meu amour platonique.

agosto 01, 2010

convicción

amable, muy amable, la noche parece um pequeño punto de luz, un sol, una ciudad gris, llena de vida, lleno de amor. Un automóvil gris, de la mano, los ojos se entrelazan, sus cuerpos se convierten en la noche, los sueños se hacen más sueños, con besos y más besos y más besos.

julho 19, 2010




Ela não queria ser como todos os outros, como os colegiais. Não ouvia rock colorido, nem se vestia para causar. Ela queria ser inteligente, queria saber ler, compreender. Queria divulgar a música, queria críticar, desfilar. Adorava os cafés, mas dos bons, mesmo. Não daqueles para se dizer descolada, ou diferente. O frio, ah! como amava-o! Casacos pretos, cachecóis xadrez, luvas, sorvetes.

Frequentava bares distantes, ouvia música progressiva, jazz, anos 80. Ela realmente não nasceu na época certa.

Ela era uma mulher para se amar.

julho 17, 2010

versão brasileira

Nojento demora melaço confusão nojo amora bagulho tesão sujo isadora barulho calção porco poema zarolho crítica imundo fonema piolho política fedido classe molho policial sujeira escola tomate animal besteira sem hora alfaiate carnal nogueira senhora abacate banal batateira métrica engraxate Nojento mamoeira ética sentido Nojento radiola barulho alforria Nojento baitola bagaço alegria pessoal vambora cansaço diversão sexo, nexo, não...

julho 06, 2010

E lá está você de novo.
Não importa o que passou, ou o que há de vir.
A única coisa que consegue sentir, é o vento frio entrando pela janela entreaberta, e suja.
Não sabe bem ao certo quando foi que isso tudo começou; Se pergunta.
Suas pernas, agora bambas, deixam seu quarto parecer um carrossel, sem equilíbrio, revela um mar de rosas, antes escondidas.
E você não se preocupa com nada, parece que não tem problemas.
Passa e repassa aquela seringa, aquela colher.
Não vê luz nenhuma, não ouve ninguém falando;
Tudo o que quer é mais e mais, sem parar.
Acredita numa verdade que vem junto ao líquido injetado e que o consome.
Está viajando, e agora, percebe-se sozinho em meio à uma cidade cinza, rodeado de prostitutas oferecendo-lhe serviço barato, e nojento, e você não quer. Não é isso.
Procura mais daquela droga, pois seu efeito passageiro não é suficiente, e quanto mais procura, mais se desespera, pois a realidade já lhe aparece aos olhos, tudo se torna cada vez mais escuro, cada vez mais sujo.
Desesperando-lhe os olhos, você encontra mais, mas agora já é tarde.
E então sem pensar duas vezes, enrola seu braço numa corda de elástico, queima a sua salvação numa colher já torta e muito gasta, puxando assim, as sensações para dentro do plástico, e rapidamente injeta aquilo tudo em sua veia principal, assim, literalmente, esperando encontrar uma outra realidade.
E você espera. Olha. Mas agora já passou da hora, é tarde, e lá está você de novo.

junho 24, 2010

entre pizzadas e cacetadas

A única utilidade desse blog, é de eu poder expressar o que penso e sinto, sem me importar com críticas ou julgamentos, os quais estou sujeita a qualquer hora.
Pois então, esse ano tem eleições, e praticamente noventa por cento da população brasileira, nem se deu conta de que vive em um país democrático, aonde seus representantes são escolhidos por intermédio de votações diretas e também aonde existe uma 'falta de sacanagem' por parte dos mesmos. A mídia (seja ela escrita, ou falada) dá espaço para debates e opiniões a respeito dos candidatos; há também o famoso horário político na hora do jornal, para que haja uma reflexão e decisão a respeito de em quem votar.
O único e principal aspecto que acaba por esquecido, é o fato de que na maioria das casas do país, essa é justamente a hora em que mais muda-se de canal, ou desliga-se a TV, pois querendo ou não, esses programas obrigatórios acabam ficando maçantes e desestimulantes quando exibidos naquela hora e daquela maneira.
Resumindo: O horário político obrigatório é simplesmente um candidato trajando uma roupa formal, lendo um textinho por dois minutos na câmera ao lado, tentando focar os olhos na filmagem e que no final, isso tudo não passa de uma perda de tempo tremenda, pois ninguém assiste.
Por outro lado, há pessoas que insistem em saber as propostas de governo, principalmente quando a eleição é para presidente (como a desse ano, em outubro), para esses cidadãos, existe a pesquisa partidária pela internet, ou por revistas importantes, aonde encontra-se frases, entrevistas e opiniões sobre assuntos em geral. Mas a partir do momento em que a corrupção(mesmo que inserida no homem desde os tempos remotos) sobe à cabeça(ou ao planalto central), essas pessoas que um dia foram instigadas a conhecer suas opções e escolher o melhor, acabam por votar no 'menos pior' por falta de opção, e falta de justiça. Até por que falar sobre os problemas é fácil, quando há uma grande orientação de terceiros. O difícil é manter até o final, sendo que tem muito dinheiro envolvido, e circulando por aí.
Se a política no Brasil hoje, fosse tão valorizada como antigamente, quando se lutava pelos ideais da massa, o voto consciente (que praticamente é censitário) não seria obrigatório, e sim facultativo.
O Brasil precisa de jovens críticos discordando da palhaçada fantasiada de altruísta e lutando até o final para que esse país melhore, ou pelo menos se torne um pouco mais 'vivível'.

maio 26, 2010

o nosso romance (coisa de português e brasileira)

essas buchechinhas quero eu apertar se eu disser mais uma rima vou me matar
e se eu continuar a falar
irei me apaixonar
entao continua a falar e a rimar
porque qualquer dia ainda ei de te beijar
portugal e brasil sao paises separados
com a vinda da pangeia ficam interligados
só assim consigo imaginar
passar contigo o meu ultimo luar
e eu fico ouvindo essas músicas tristes aqui
esperando um dia o sentimento que nunca senti
quero te amar, sim de verdade
e que dure até a eternidade
só contigo passo horas de verdade
até altas horas sempre a ver a beldade
quando vou adormecer
fico a pensar se um dia a vou conhecer

"Poeminha"

De vinho seco, tarde chuvosa
Frio molhado, casacos cor preta
Cachecóis, cafés, romances policiais
Bebida púrpura! Apreciada em taças de cristal

Fumaça de vento, namorados de mãos dadas
Livros amarrados a mentes, onde se proíbe a venda
tentando se censurar o que na verdade
é apenas um puro e singelo poeminha.

Não há tradução que o exemplifique
mas sim um sentimento de tirar o fôlego
Ele pede uma dose da bebida púrpura e pró-seca
e se vê dentro de um quebra cabeça
ou talvez um labirinto

Nenhum dos caminhos leva a Roma
Nenhuma das estradas chega na praia

Essa névoa branca que paira sobre o chão
esconde futuros pés
acobertados de sapatos vinho
Mas esse frio não passa nunca, pensou ele.

Depois de caminhar por toda a cidade
chega a um estágio
de escutar somente a sirene barulhenta
que insiste em zunir dentro de sua cabeça.

Não passa! Não passa!
Apático, sem vontade, acorda
da realidade recruta, marionete.
Pede mais uma taça de vinho.

Voltemos às cerejas.

maio 25, 2010

homem escova os dentes, homem faz a barba, homem abotoa seu paletó. Homem de máquina, máquina de homem. Dependência mútua, cor: cinza. Definição: Indústria. Combustível: dinheiro. Consequências: dinheiro. Razão: dinheiro.

maio 24, 2010

São Paulo, Maio, 1973

A você, prezada colega
De todo o meu coração
Eu te deixo nesta folha
A minha recordação

Se no dia de amanhã
O destino nos separar
Ao abrires êste albúm
Você me recordará

Seja aonde estivermos
No mais longe do além
Vai te simples lembrancinha
De quem sempre te quis bem


De sua colega que muito a estima.

abril 29, 2010

mentiras

Para alguns é só um lugar. Para outros (assim como para ela) o melhor anseio que alguém pode sentir. Não há razão para tal diversidade de valores, tampouco para a variedade de espécies que circulam por lá. A verdade é que observando de fora (ou de dentro, seilá) você vê o quanto dá para perder-se nessas revoltas e lutas contra a tirania de terceiros. Ainda nesse infortúnio, percebe-se munido de palavras, ações e cartazes que num ímpeto, gritam sem pensar, vocábulos esdrúxulos retirados de mentes poluídas ou injustiçadas ou que apenas aspiram fazer barulho. Se você procurar (no sentido literal da palavra) encontrar uma lacuna por todas essas ruas de papel, acabaria por topar com uma brecha (um mendigo lendo, por exemplo) e você se perguntaria: Será que nos altos dessa aduana ainda há intelecto satisfatório capaz de acabar com essa angústia imperecível?
Quanto mais nos perguntamos, mais nos respondemos. E quanto mais nos respondemos, mais chegamos à conclusão de que não sabemos nada.

abril 12, 2010

às vezes quando ficamos intrigados por alguma razão, seja ela boa ou ruim, nos vem uma leve sensação de desconforto. Do tipo como quando éramos pequenos e descobrimos que nosso aniversário é no dia em que nascemos ou pelo simples fato de estarmos respirando. Nossa mente era restrita as brincadeiras, jogos educativos. Fácilmente influenciados por todo tipo de atração. O fato é que o mundo em que vivemos nos obriga a fazermos mais, além do que necessitamos e sempre há uma solução, não importa qual. Daí vem aquela sensação, nos sentimos totalmente intrigados. Ao acordar, depois de uma boa e desejada noite de descanso, acredita-se inteiramente na capacidade voraz da descoberta, na ciência.
Para se ter uma vaga ideia da dimensão do conhecimento, imagine-se do tamanho de uma formiga em meio à imensidão do oceano, tentando se equilibrar em cima da folha para não se afogar.
É preciso saber segurar a peteca.
Podemos contar do um ao nove e nunca é suficiente, pois há sempre algo mais a se fazer.
Você, leitor, está se perguntando:
Que merda de texto é essa?
É, sem o conhecimento ninguém vai longe.

abril 02, 2010

me dê sua definição de amor.

março 23, 2010

Enquanto os filósofos buscam as respostas do mundo na cabeça, os sociólogos vão lá e perguntam pra ele o que ele é.
Logo eu, apaixonada pela vida, sozinha, nesse imenso verso de romantismo do século XVIII corro atrás dessa reflexão.
Como, em aulas de física e literatura, percebe-se o incrível fato de ser perdidamente -sem nexo ou razão- loucamente, apaixonada?
Diga-se de passagem, a loucura é para os poucos, e bons.
Linguagem coloquial, leitura de olhares nem que por um instante adivinhações, mera ação e reação e caretas e choros e futuros encontros, indiretos, indiscretos.
Maçãs pela metade, livros não lidos.
Tudo fruto da minha imaginação, eu diria?
Comecei esse livro de capa vermelha, prá terminá-lo em anos. Como era de praxe,
sofrimentos, frustrações diárias, rotineiras, cotidianas.
Cotidiano cotado em 5 minutos.
Hot cappuccinos embebidos em máguas escuras, canela e açúcar.
Essa oscilação perdura tempos e tempos, aquela angústia pela verdade não me influencia mais.
São apenas versos jogados como canoas em meio a rios, como teatros feitos em pores de sol calmos. Versos retirados das páginas e colocados em enciclopédias de mero aprendizado fútil, alienado.
Busco por uma saída, digo que estou contentemente surpreendida com meus atos fervorosos.
De passeio a Buenos Aires, um marco de pichação na catedral, religião, antiguidades, línguas estrangeiras, línguas-mãe, chicos.

Primeiramente,

iremos definir o que é razão:
Razão é a faculdade que tem o ser humano de analisar, julgar e ponderar ideias.
Para Descartes é preciso utilizar a razão para se chegar à verdade universal, duvidando assim dos sentidos os quais ele define como errados e que nos levam aos erros.
Quando conclui "Penso, logo existo" a única certeza real, absoluta e segura que tem é a de existir.
A ciência, matemática e a astronomia são faculdades inquestionáveis tanto para nós, meros aspirantes, quanto para o filósofo, por serem fontes estudadas e comprovadas diante da razão.
Terminamos assim, citando o que certa vez Descartes disse: "Quanto mais eu duvido, mais me aproximo da verdade" logo, concluimos que: Quanto mais pensamos na verdade, mais nos aproximamos da dúvida.

março 06, 2010

Enquanto a menina chorava

o mundo assistia ao espetáculo de horrores e bombas.
Restaria -nem que por um instante- algum vestígio de esperança?
Ele procura nos sonhos e becos escuros o resultado daquela matemática sem fim, inconsequente.
Subjugando-se interessante, diz-se ele: "O superior" vagando por aí à procura da felicidade, não encontra nada além de manias engenhosas de conquistar um lugar no espaço. É uma pira alucinada, cara!
Não há outro jeito de se safar desse mundo.
Plante e você terá frutos. É tamanha a superioridade de alguns, que te faz acreditar na mentira, calúnia!
Quando você está apaixonado, reinventa o mundo.
Ah, me arruma uma ceva que eu tô morrendo de sede.

março 01, 2010

Foi naquele verão

praias com ondas geladas que me cobriam as canelas, sonhos petiscados como uma gaivota que isca seu peixe.
Sento-me nas pedras, olho para o mar.
Sinto uma paz subindo pelas rochas, chegando até mim para que então, consiga me prender, consumindo ao todo meu interior.
Dar-te-ia um pedaço de minha alma, num ímpeto de coragem e desapego, no balançar das ondas, naquele verão do Rio de Janeiro.
Sol -fonte primária e incandescente- ilumina tal nação.
Cabeças rolam, coringas são revelados, passeatas perduram dias e dias.
Quem me dera ser Capitu, com seus olhos de ressaca, dissimulada.
Ainda é questionada.

fevereiro 23, 2010

Acordei,

tomei café, toquei no rádio Ela disse pra mim.

Vesti minha roupa preta rotineira.

Um trago no cigarro, talvez? Esse é o último, pensei.

Não lembro muito o que houve ontem, só alguns flashes que vêem à minha cabeça; sei que havia ido à uma boate muito simpática e encontrado um conhecido da época do colégio ainda mais simpático.

Mas o que estaria ele fazendo ali, deitado em minha cama?

Definitivamente não sei. Tentei lembrar seu nome. Acho que era Gabriel, não, Lucas. Não, Rodrigo?

Peraí, procurei sua identidade, antes que acordasse.

Isso! Sabia que era Gabriel! Pelo menos seu nome eu sabia. Agora faltava lembrar o que aconteceu ontem. Ah, tinha ido ao banheiro, e...

Porra! Não consigo lembrar! Bom, sabia que estava tocando uma música do Grease e ele veio falar comigo, acho que foi. Ele dançava super bem, isso explicaria sua jaqueta de couro estilo anos 60. É, era aquele bar oldskool, que a Anita me recomendou semana passada.

Procurei a conta.

Aqui está: três chopp, duas bera, uma ice e uma dose de whiskey. Acho que exagerei um pouco. Não bebo mais nada por um mês.

Mais um trago no cigarro.

Me deu uma súbita dor de cabeça, agora sei que devia ter reduzido a ingestão de álcool um pouco.

Acho que vai acordar! Pelo menos ele se mexeu. Tomara que não acorde! Não lembro nem de seu rosto!

Quer saber? Vou acordá-lo. Calma. Melhor esperar Bettina chegar para trabalhar, e ela o acorda. Isso, ela diz que tive um compromisso e não pude esperar para falar com ele. É a melhor solução, ou pelo menos a única que encontrei. Ouço um barulho na porta.

-Bettina!

Não, era no vizinho. Merda, esqueci que hoje é domingo.

Tive outra ideia; ligo para Anita, assim, peço que ela venha até aqui me ajudar. Deve ter uma outra solução.

9243-2348. Caixa postal.

Parece que nada está dando certo hoje.
Vou sair para dar uma volta, quem sabe ele não acorda e vai embora? Boa ideia.

Estou no terceiro cigarro de hoje, não devia fumar mais. Preciso parar já.

Vesti minha camiseta do Sex Pistols, uma calça jeans e um all star branco.
Escrevi em um pedaço de papel: Saí, volto tarde, me ligue se quiser.

Vou dar um passeio na praça, e tomar um café na Beagle´s. Realmente estava com amnésia alcólica, não me recordava nada de ontem à noite.

Entrei em desespero.

Logo que entrei no parque, toca meu celular, era uma mensagem de um número desconhecido:

–Menina, tive que ir embora, fui trabalhar. Fico aliviado que não tenha acontecido nada entre nós ontem, Obrigado.

Já não era tarde, voltei pra casa e liguei a TV.

fevereiro 19, 2010

Internet

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável hoje. Tanto para os que 'vivem' dela, quanto para os viciados, vulgo, eu.

Contraditóriamente, a sociedade perdeu o controle com relação ao uso dessa ferramenta; substituiu os anos de comunicação "ao vivo" para, então, se perder na chamada rede.

Os jovens estão ficando cada vez mais introspectivos, devido ao fato de se esconderem por trás da tela. Existe até terapia em grupo para os viciados em jogos online! Claro, com a internet as informações chegam muito mais rápido e você pode acessá-las de qualquer parte do mundo.

Estudos revelam que a internet poderá sofrer colapsos em 2010, devido ao aumento significativo de dados, pois a atual estrutura não comportaria tal volume hoje e nem nos próximos anos, custando em média US$ 55 bilhões para sua reestruturação.

A internet pode sim, -com seus prós e contras- ser muito útil, é só saber utilizá-la corretamente.
Os seres humanos criaram a internet, e com ela, criou-se a dependência.

fevereiro 17, 2010

minha laranja

não é mecânica.

Ela precisava confessar

realmente se interessava por caras mais velhos; apesar de ser ainda muito jovem, tinha uma mente amadurecida ao extremo. Ao ponto de recusar qualquer mínima chance de um contato amigável ou amoroso com qualquer cara da sua idade, sendo ele bonito, feio, inteligente ou desocupado. Seria melhor esperar até a idade de casar para namorar, não? Pra quê perder momentos cruciais de sua tão almejada vida de bebinte? Afinal, os caras da 'faculdade' eram muito mais interessantes, inteligentes e tinham carro, olhe só; quantas qualidades pulam do currículo de um 'cara mais velho', não?
Eles não estavam ali só pra te beijar e no final, conseguir 'um sexo'. Estavam ali para te ouvir, para falar e argumentar, o que muitas vezes, é bem mais fácil fazer.
Seguindo um mesmo contexto, eles lêem livros, tocam gaita, andam de ônibus e tomam chuva quando têm de tomar;

É mágico! pensou ela, com sua inocência mental.

E mal sabia, que estava completamente certa.

fevereiro 05, 2010

e era subindo, subindo e se afastando. oh, mas é bem difícil de lembrar que em um dia como hoje em que você está toda argumentativa.

Essa frase me pegou demais, seilá. É de uma música, do Arctic Monkeys.

Acho que hoje estou sem vontade de escrever.

no name

Quando olho para ele, gosto do que vejo.

Quando penso em seu corpo curvilíneo, e sua barba por fazer, sei que nunca senti isso por ninguém; sua mágica, envolvimento, sua traição me dói, me consome inteira. Me leva a crer que aquele passado sempre existiu, e o amor que carrego aprisionado dentro de mim não passa de confusões.

Pausa.

Olho ao meu redor, vejo um anjo, patas de cachorro e uma pequena coleção de porquinhos cor de rosa. Não, nada me comove, merda.Já posso dizer que, com melancolia e pedaços de choro e luzes verdes no meio do quarto eu desisto.Não, na verdade continuo a insistir, sou assim.

Deitada, em lençóis quadriculados, me vem a cabeça aquele dia. Custo a lembrar se era verão ou inverno; só sei que passava calor e vestia uma calça laranja.

Seu cheiro era o melhor, como o do perfume que comprei semana passada; assim como sua presença, que me marcava e eu o admirava, olhava, não conseguia parar de olhar.Não é como sentir tesão ou algo assim, é mais que forte que isso. Admito que dá vontade de tirar a roupa e beijar seus lábios machucados para que nesse ímpeto, consiga enxergar você como realmente é. Sei que no fundo é pelo seu cheiro, sua força do hábito. Ainda que me peguei pensando em você, sinto que nossos 30cm de distância parecem 380km.

Eu atravessaria mares e asilos por você. Sinto sua fragrância em giletes amarelos aqui.

Sei que parece estranho de minha parte, acreditar nisso tudo; mas você é onipresente, te sinto em minhas mãos, pintadas de cinza.

Queria mostrar-lhe o pouco do meu mundo, o segundo da minha paz. Não preciso de drogas, sim, tomo porres homéricos. Sei me desculpar, sei ler sua mente. Contei 20 anos de distância, e por fim senti uma vírgula encomodando no canto do meu rosto maquiado, que desceu até chegar na fronha branca e preta, sujando-a. Levantei, peguei o retalho de linhas, acendi a luz. Gosto do seu olhar, ele me conforta, me faz sentir saudades dos meus 11 anos.

A primeira e única coisa que te peço, é para que me deixe.

Mas antes, me ligue, para que eu possa me explicar.

fevereiro 04, 2010

Cê vai gostar de mim se eu tocar no seu radin?

janeiro 29, 2010

incensos de lavanda

me ajudam a relaxar. Voa menino.

no name 2

é sempre bom ver o lado bom das coisas. Mesmo que ele não exista explicitamente.
Eu por exemplo, estava andando com um amigo semana passada, entre a rua Major e a Saldanha. Me ocorreu quase que de repente, que você morava naquele prédio amarelo e preto da esquina:
-Ora bolas!, pensei.
-Que diabos estou eu, um homem feito, graduado e muito bem pago, sentindo sua falta, o calor dos teus cabelos, o frio dos teus olhos azuis cor de mel? Não. Algo estava errado comigo.
Me lembrei das tardes de frio, que você costumava me chamar para assistir ao pôr do sol na colina, perto da cidade.
Me lembrei de como você sorria para mim, ao ver que lhe estava esperando com uma rosa branca na saída do expediente.
Me veio em mente a cor de sua pele, o sorriso dos teus lábios, o barulho dos teus sapatos de salto; sempre pretos. O modo como você contava do seu dia e o que tinha lido na revista.
Nada me importava, quando estava ao seu lado.
Nada era de tamanha importância quando eu, calado, ouvia você falar.
Ah menina! como sinto sua falta.
Ainda guardo nossas fotos tiradas em formato 10 megapixels, depois de tomarmos uma taça de vinho e nos amarmos infinitamente.
Me recordo de te ver no meu jardim, cuidando das rosas brancas e sorrindo para mim, e denovo sem falar nada; assistia ao seu teatro, suas música, sua dança. O contorno de seu corpo era meu, nós estávamos juntos, interligados de alguma forma.
Você me chamava ao pé do ouvido, me dava água na boca. Me gritava.
Ah menina, como sinto sua falta.
De repente vi passar nossa vida em um segundo, seus braços, olhos e pés.
Olhei para baixo e senti que havia pisado em algo na calçada.
Era uma rosa branca.

janeiro 28, 2010

ctrl me

poxa, eu posso escrever aqui o que quiser, certo? não preciso seguir à risca as regras de gramática. vou começar com um ponto. no meio da frase. caramba, ainda bem que está sol lá fora, e eu ainda tenho que arrumar a cama! pois bem, erros de português não são bem aceitos pela sociedade, digo por mim mesma. Mas o que acontece é que com tantas regras, pörqúè não facilitar um pouco?
São 14:02 agora, tenho que fazer a maquiagem e depois buscar a fer na casa dela.

rosto de bolinhas, azuis

não sei como aconteceu, porque, my love? palavras não ditas faltam aqui. e ah, m vem antes de p e b.