dezembro 26, 2011

dezembro 19, 2011

Eu quero que todos vão à merda e que levem consigo suas indiferenças e amenidades e que acabem com seus reinados intermináveis, nitidamente objetivando saciedade de merda e mais merda. Eu quero dizer que estou absolutamente ofendida com a maneira com que o mundo se mostrou presente até agora, seus interesses e consequências. O mundo é obssessão, é carência de droga, é alienação. Ninguém se mostra presente, o presente é passado, o futuro é pensado. Não há espontaniedade, compromisso, sentimento. E o amor? O que virou o amor? No mundo o amor é dinheiro, é como se obter satisfação, é uma falsa sensação de comodidade que nos leva a arriscar tudo o que temos, tudo o que achamos.
Cadê a indignação? A política é corrupta, os valores são capitalistas, a moral é senso comum. Ética? Compromisso?
Os dias estão cada vez mais cinza e fedem a merda de vaca e nós, reles mortais, precisamos engolir toda essa bosta que nos dão e ainda agradecer gentilmente pela caridade altruísta de quem nos governa ou mesmo de quem está do nosso lado.
Tem algo de muito errado aqui.
Tem algo de muito errado com o mundo e estou cada vez mais longe de descobrir o que é.
Alguém me console.
-se é que existe alguém-

dezembro 18, 2011

dezembro 13, 2011

Preciso confessar uma coisa, e como sei que ninguém lê esse blog, sinto-me à vontade para declarar que, depois de 17 anos na escola e um 2011 de ralação, fui incompetente o suficiente para, depois de resolver uma questão inteira da maneira correta, assinalar que raiz quadrada de 9 é +9 e -9.

dezembro 08, 2011

Comigo vai tudo azul...

novembro 18, 2011

Reflexões acerca de alguma coisa.

Hipótese 1:
Nem esse texto nem esse blog existem. São meramente ilusão, computação e servem para te confundir. Na realidade, nada disso existe. O seu pensamento nesse instante não passa de confusões elétricas e químicas que você pensa formarem algo, mas não. O mundo é uma enganação. As pessoas te enganam o tempo todo, a luz te confunde o tempo todo. Não existe moral, não existe cidade. Até você, que por algum motivo inoportuno, infeliz ou curioso, cometeu o equívoco de ler esse texto e percebeu que não existe. O amor é mentira, a saudade é inverdade. O universo é e não é uma grande mentira. Nem eu mesma existo. Sou um robô alien que veio do planeta Tu Doverdades para seguir essas "invenções de verdade" e torná-las parte de algo menos fantasioso.
Hipótese 2:
Todos somos parte de uma mentira como na hipótese anterior, mas fomos criados por um outro mentiroso que como o nome já diz, inventa tudo e acha que também é real.
Hipótese 3:
Você não está lendo, eu não escrevi, não tomei café da manhã hoje cedo, não estudei, não li. Você não acordou, eu não nasci, ninguém nasceu e isso tudo é parte do nada.
Mas se o nada é alguma coisa, então de onde veio o nada, se nada veio de algum lugar que é alguma coisa ou o nada?
Ah, deixa pra lá.

novembro 12, 2011

tédio não passa nem por perto, é infinita



sensível, linda, estou com saudades e penso tanto em você.

novembro 04, 2011

Take another little piece of my heart now, baby!
Break another little bit of my heart now, darling, yeah, yeah,yeah.
Oh, oh, have a!
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it if it makes you feel good.

outubro 24, 2011

Curitiba, 24 de outubro de 2011

ou Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889.

Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de Novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era.

Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.

Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do Governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.

O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava.

Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada.

Era um fenômeno digno de ver-se.

O entusiasmo veio depois, veio mesmo lentamente, quebrando o enleio dos espíritos.

Pude ver a sangue-frio tudo aquilo.

Mas voltemos ao fato da ação ou do papel governamental. Estamos em presença de um esboço, rude, incompleto, completamente amorfo.

Bom, não posso ir além; estou fatigadíssimo, e só lhe posso dizer estas quatro palavras, que já são históricas.

Acaba de me dizer o Glycerio que esta carta foi escrita, na palestra com ele e com outro correligionário, o Benjamim de Vallonga.

Adeus.
Aristides Lobo

outubro 19, 2011

desabafos para que não sinta culpa de não estar na sala estudando química.

às vezes a vontade que tenho é de largar tudo e, sem hesitar, arremessar todos aqueles livros e apostilas e conhecimentos e pressões pela janela -mesmo que não estraguem pois moro no 1º andar- e parar de pensar por pelo menos um segundo, sem lotar o meu cérebro de culpa e indignação por não estar fazendo nada. Sair sem rumo de bicicleta, ouvindo minhas músicas e pegando as ruas mais íngremes só para sentir aquele gosto de vento no rosto e liberdade na mente. E quero cantar quando sinto vontade, e gritar e xingar quem passa na rua e falar mal da política do Brasil, mesmo que -agora com tantos compromissos e aulas- não possa fazer nada para mudá-la e eu continue cheia de achismos. Quero me livrar logo desse ano, ao mesmo tempo quero continuá-lo, é cômodo estar no último ano e ter seu ego lá em cima por estudar constantemente -na verdade incessantemente- e apesar das pressões, não ter que dar satisfações a ninguém de o porquê o trabalho não ter sido feito ou a média de química ser baixa. E eu me sinto a dona do mundo, sinto que posso o que tiver vontade, e quero fazer tudo que tiver vontade e quero ver a liberdade perante meus olhos. Não aquela liberdade de sair à noite ou perder uma aula simplesmente por não ter saco ou sair da sala de aula sem pedir permissão -pra mim isso é sinônimo de liberdade, diga-se de passagem- mas sim a liberdade de me expressar e poder compartilhar o que penso sem que tenham preconceito, a liberdade de viajar e conhecer gente diferente e culturas, sotaques. É ingênuo achar que vamos mudar o mundo, mas no momento sinto que ao menos devia tentar, mudar o conformismo das pessoas e fazê-las acreditar no poder da mudança de mentalidade, que é base para qualquer transformação. E é nesse momento que descubro quem realmente sou, do que gosto e não gosto e o que me faz sentir mal. É aí que decidido minha carreira- não que não possa mudá-la, mas é preciso começar- e com quem quero compartilhar minhas alegrias. É aí que eu decido que devo usar meu cabelo natural e devo cortá-lo como acho melhor e devo sentir meu corpo em paz. Acho que me encontrei nesse ano, e me encontro a cada dia mais, não tenho vergonha de dizer quem sou e o que faço e se falo sozinha pensando alto, pelo menos eu penso. Quero poder dirigir um fusca e buscar as minhas amigas em casa e sair pelas ruas loucamente -até o limite do fusca que não é muito grande, claro- ouvindo uma música boa e rindo muito. É, talvez tudo isso seja uma mistura de utopias e vontades e manias de colocar tudo antes da hora, mas de uma coisa eu posso ter certeza: infeliz eu não vou ser.

outubro 12, 2011

Uma viagem

E então ele descobriu as verdades que não lhe cabiam e ficou perplexo, atônito e como se não bastasse, não quis falar a respeito e quis esconder as vergonhas no seu mais profundo estado de intimidade da alma e lançou-me um olhar duvidoso, como se quisesse me perguntar algo ou procurar a resposta em meus olhos, como se não soubesse ou até desconfiasse e sua moral não o deixasse acreditar.

setembro 25, 2011

ódioses e odiosidades

Algumas coisas têm me irritado muito ultimamente. Na verdade eu tenho estado muito impaciente com os outros, seilá. Tô com raiva de quem é devagar, de quem não pensa do mesmo jeito, que escreve errado. Tenho sentido repulsa por quem não acredita no que eu falo, por quem é desinteressado. Sério. Eu odeio tanto que me prendam, odeio mais ainda que peçam a minha atenção a todo tempo. Odeio que não me respeitem. Odeio que não tenham assunto comigo, e pior, que falem comigo sobre relacionamentos, odeio que escutem músicas que desaprovo, odeio que escutem as mesmas músicas que eu. Odeio não ir bem numa prova, odeio que falem de coisas que eu não sei e que falem de coisas que eu sei e que querem me ensinar mesmo eu sabendo mais ainda. Enfim, odeio tudo esse ano.

setembro 23, 2011

É uma questão de educação e sem dúvida, racionalidade.

E é por isso que a gente DEVE, sim, fazer questão de uma pública.

setembro 18, 2011

Lerê Lerê, lerê lerê lerê...

setembro 14, 2011

I thought it was alright for me to hold you through the night.

setembro 10, 2011

A.

Aquilo que outrora lhe pareceu o cúmulo da inutilidade, agora é inerente às suas vontades. Parece que você esconde quem você é, como quem esconde suas vergonhas, como se fosse vergonha. Você releva os de sempre, e os de nunca são tratados a pão-de-ló. Seus Novos se tornaram seus melhores. Você não tem fantasias, você tem as suas fantasias. Talvez você não seja nada.

Obs: para mais reclamações, disque 0800-000-666.

setembro 06, 2011

Depressão, hm.

setembro 01, 2011

Parece que você mesma contradiz o que pensa ou o que acha que deveria pensar, pois na realidade você gosta é de achar que sabe o que não sabe, de viver o que acharia legal viver, de sonhar com o intangível, e você mente. Seu corpo tem vestígios de idas e vindas ao impossível, suas roupas têm um quê de indiferença, seus olhos de azeitonas pretas mostram a verdade camuflada em sorrisos indecifráveis. Seu cheiro é indiferente, seus cabelos escuros são indiferentes, você é a dona de uma alma efêmera. Na verdade você não demonstra suas fragilidades ou demonstra mas insiste em acreditar naquilo que lhe parece menos utópico, é mais cômodo ser assim, eu sei. Você se deixa levar pelo novo e o que é caro, você quer. E é um paradoxo. É caro demais aceitar essa sua indiferença, e você não quer. Às vezes é impossível, e torna-se insuportável deixar de querer pensar na sua ausência de espírito. É impossível acreditar em você, é impossível não acreditar. Eu vejo uma menina forte, mas que não é forte o suficiente para assumir sua própria realidade. É fácil apoiar-se nos outros e sugar suas energias boas e ruins. Para quê, eu te pergunto. Não que você viva no mundo da fantasia, mas você deveria enxergar a realidade por trás daquele rostinho bonito e moreno da sua terceira perna.

agosto 22, 2011

Imbróglios

Por que às vezes demora tanto para nos darmos conta de que o que pensávamos ser o correto e saudável, na verdade sempre foi o que mais nos fez perder nossa vontade de querer ser algo além de o que costumávamos ( e costumamos) ser? 

agosto 09, 2011

Levei horas para decidir o que escrever aqui, mas parece que são tantas coisas que nem eu mesma sei o que realmente deveria deixar os outros saberem, mais do que eu mesma sei sobre mim mesma. Fica difícil na minha situação, lembrar das coisas. Lembrar no sentido íntegro do que acontece na minha vida, lembrar do pouco que aprendi (nem tão pouco assim, mas como sempre me inferiorizo, é pouco), ou recordar o que comi no café. Talvez por ser meu último ano de uniforme, me sinta meio nostálgica, como se não tivesse aproveitado essa fase da vida sem querer crescer, ou poder fazer coisas que não podia até então. Seilá, acho que crescer é bom, a gente cria coragem pra dizer coisas que não diria de si mesmo para os outros, ficamos mais confiantes, talvez. Se alguém me perguntasse hoje, o que quero pra vida, talvez de imediato diria o que todo mundo quer: felicidade, amigos, grana(se der)... Mas pensando bem, isso é pouco. Quero poder estudar o que gosto, ler o que quero, conhecer quem quiser. Quero viajar, quero independência, quero gritar e xingar quem eu quiser e do que precisar se tiver vontade. Quero transar com quem eu quiser, a hora que quiser, sem precisar me importar se causaria algum espanto. Quero olhar pra cara de quem eu quiser, e dizer -Não me leve a mal, mas você é uma pessoa vazia, ignorante, subordinada, porca, implicante, incompetente e se eu fosse seu chefe, mandaria você porta a fora com um pontapé na bunda, pra que você aprendesse a saber mais coisas e parasse de agir dessa maneira burra, maquinal. E também não importaria se você me levasse a mal. Hm, já me perdi. Bem, também queria dizer que apesar de me sentir mais velha, ainda sinto aquele calafriozinho de antes, ainda me apaixono pelas mesmas pessoas, ainda (pois é, ainda) não me livrei desse sentimento que desenvolvi por você e que eu realmente não queria ter desenvolvido. Cara, eu sou uma babaca mesmo. Você não tem noção de como incomoda o fato de você ser desse jeito comigo e ao mesmo tempo não poder estar comigo e eu me engano, eu sei. E não queria que você soubesse de nada disso mas é algo que não consigo evitar. E mais uma coisa: odeio ter que admitir mas você foi a última pessoa, naquela páscoa, e feriado de sol. É, acho que a gente aprende que nem tudo é como gostaríamos, e que tem coisas que, por mais que cresçamos, não conseguimos mudar.

agosto 02, 2011

Gostaria de confessar que muita gente não me conhece como eu realmente sou. Na verdade ninguém sabe o que eu sinto quando acordo, quando me olho no espelho, quando minto não sentir o que sinto e ignoro. Talvez eu seja mesmo uma pessoa insensível ou imparcial quando se trata de amor, mas quero deixar claro que às vezes é confortante não ter que me preocupar com mais ninguém. É egoísmo, eu sei. Talvez nem eu mesma saiba se é válido o meu sentimento. A verdade é que se não tenho alguém que se importe, porquê hei de perder meu tempo enquanto poderia gastá-lo fazendo qualquer outra coisa que não pensar em outra pessoa? É lógico, as pessoas precisam progredir, precisam conseguir fazer coisas, precisam não precisar de alguém. É, acho que talvez não seja necessariamente falta de amor ou excesso de egoísmo o que eu tenho, talvez eu consiga separar as coisas independentemente, colocando-as nos seus devidos lugares, dadas as suas devidas importâncias. O fato é que quando a importância é grande, ela é realmente grande. Grande constatação, não? É, e queria deixar claro que quando eu digo "tudo bem, deixa pra lá", não está tudo bem, não deixa pra lá e você não sabe a merda que é achar que alguma coisa vale a pena com você, sendo que só a sua presença já me causa calafrios e eu suo gelado a ponto de quase cair (e às vezes eu caio) na tentação de falar e ir atrás de você e pensar em você, como se fizesse qualquer diferença, como se eu fosse algo além de uma  babaca colegial e imatura que teria o que fazer mas insiste em correr atrás de você. 

julho 23, 2011

E como numa crise de abstinência, ela se perdia.
Noites em claro, insônia, ações por impulso. Contava os dias em que estava livre da droga, checava o relógio a cada dois minutos. Até que então, após desenvolver imensa força de vontade, tudo foi se acalmando, os dias já não eram tão frustrantes e seu trabalho (de secretária dum escritório de telemarketing) não lhe parecia tão mal assim. Foram 2 meses dessa maneira, entrando e saindo de crises até que certa paz fosse estabelecida. Mal sabe a droga o poder que tinha (e tem) sobre ela, o poder de manipular cada pensamento, cada ação. Mal sabe a droga, que dentre tantas outras (e muito mais tentadoras e valiosas) ela mantinha-se fiel, nenhuma outra valia o que essa mistura de químicas valia, e que normalmente era consumida em menos de 5 minutos, mas que deixava sequelas até a próxima tragada e que não desaparecia, não cessava. Não dava pra aguentar a presença auto-provocativa sem ter que pelo menos dar uma olhada, uma provada, porquê não havia saída, não tinha como, era uma praga sem remédio dentro dela, era um tiro no pé, uma droga-bomba que além de se perder completamente, levava consigo até o último estágio do poço mais fundo, qualquer um que se atrevesse a provar, e consequentemente, levava ela. E leva. Era uma vez um mês, dois, até três. Era uma vez um feriado de sol. Era uma vez ela, bem, pelo menos o que sobrou. E o ciclo se repete.

julho 17, 2011

O inaceitável

Ela não consegue esquecer. Olha, pensa, reflete, e a única coisa em que consegue pensar, insiste em rodear sua mente. Ela sabe que não é o fim do mundo, mas é que com ela não dá. Não com ela. Seilá, não é minha obrigação ajudá-la. Prefiro que fique assim, desconfiada, rodeada de perguntas e quero que saiba que não há nada que eu possa fazer, a não ser lutar contra o que eu tecnicamente não precisaria e também não quero afinal, sou eu, exclusivamente eu. Você é uma consequência que faz parte das minhas decisões, como decidir se estudo engenharia ou direito. Eu é que decido. E o inaceitável também.

julho 15, 2011

o inevitável

O fato que me vem à mente e que me faz ter o ímpeto de relatar aqui, é o de que tenho conhecidos que têm por hábito fumar maconha diariamente. Não que eu tenha preconceito com quem fume, apesar de considerar um hábito nada saudável.
Acho que com o tempo a gente percebe do que gosta (e não gosta), o que quer pra vida, e o que nos faz ser quem acreditamos que somos. Não fumo, mas respeito quem faz e acredito na liberdade de expressão de quem quer fazer. Já me diminuíram por não gostar de maconha, alegando a minha "caretisse" e me saturaram de piadas me xingando e rindo e me empurraram o baseado aceso, como se aquilo fosse a salvação do mundo. Confesso que gosto do cheiro, bem característico, mas também não sinto falta dele. Com toda essa história de discriminalização que saiu de um tema "tabu" para um assunto a ser discutido(e que pra mim não ia funcionar nesse país) e que envolve tratar os usuários de outra maneira, continuo favorável à liberdade de expressão, mas mesmo assim, não quero fumar. Além de ficar em uma neura interminável, sentindo meu estômago meio estranho como que se estivesse pedindo algo (não, não é larica), meus batimentos cardíacos ficam acelerados por causa da adrenalina. Parece que para se encaixar no mundo hoje, é preciso fazer coisas de que você discorda (tirando as inevitáveis como estudar biologia) e eu discordo em fumar maconha e parece que nesse grupo de conhecidos, eu sou a estranha, a que não é "louca" a que não fuma. Ah, seilá, tô meio de saco cheio disso. Talvez eu seja meio careta mesmo, não conservadora, mas não preciso de um cigarro de erva pra abrir o apetite ou pra rir incessantemente de alguma piada mesmo que sem graça e de todas as vezes que fumei, fumei porque me senti na "obrigação" de aceitar o que esses conhecidos faziam, pra ver se sentia alguma coisa. Mas ah, não era eu, acho. Bem, talvez fosse eu, mas aquele "eu" tentando procurar algo mais naquilo, e tudo o que encontrei foi uma fome do cão (fome do cão fome do cão), minhas pupilas meio estranhas e um sono fodido no final. É, não tem a menor graça.

junho 20, 2011

junho 19, 2011

desculpe a modéstia, mas preciso admitir que as Isadoras são as melhores, hahah.

maio 20, 2011

endo e exoparasita.

levante a mão quem já quis exterminar da face da Terra alguém cujo nome começa com f.

maio 08, 2011

[a dúvida era: publico ou não? No começo achei que não devia, mas como eu sempre mando mal, resolvi publicar. Detalhe para os futuros comentários e individuais julgamentos.]

Confesso que às vezes é proposital. Às vezes não, eu sempre faço de propósito.
Escrevo, divulgo, escrevo, divulgo. Sempre assim, para você ver. E como é sempre milimetricamente planejado e pensado para que você se impressione, faço de propósito.
Quero te provocar e deixar você constrangidíssimo e quero desenvolver em você um sentimento de raiva. Tanta raiva. Quero manipular seu corpo-mente, petrificar, hipnotizar.
Quando acordo de manhã, ainda sonolenta, lembro de flashes do dia anterior, que insistem em atormentar meus pensamentos quase sempre sem me deixar refletir se penso, ou não.
Eles não me deixam escolha.
No cinema, eles não me deixam escolha.
Perturbam meu sono, embaçam meus olhos, me drogam.
Droga.
Acho que preciso de uma dose de realidade. Talvez essa realidade seja só minha, aliás, que realidade é essa que me embriaga de uísque vermelho e não me deixa enxergar por entre a fumaça e os resquícios da realidade que de fato, existe?
Pensando bem, essa minha maneira de saber as coisas e de desenvolver o meu mundo, talvez seja a única realidade que me importa.
Altiva, individualista, utópica, diriam os amigos.
Eu sempre faço de propósito, porque você vive na minha realidade pré-planejada, e eu sei que você sabe, que eu sei que você lê o que eu escrevo. Até lê meus pensamentos.
E eu fiz isso.

maio 07, 2011

eu sei mas não devia.

eu sei que você sabe, que eu sei que você lê o que eu escrevo. Até lê meus pensamentos.

maio 06, 2011

só posto aqui novamente

quando tiver (de fato) resolvido todo esse impasse. O fato é que até agora eu não tinha parado para pensar o quanto ingênua, inconsequente e imatura eu era (sou). Não tinha pensado nas horas gastas em vão, reformulando minhas teorias infundadas e platônicas em que eu acreditava fazer o certo, enquanto só alimentava esse monstro que é meu amor por você. Até que enfim cansei, já estava na hora, não?

s'il ya l'amour, ne me quitte pas.

abril 30, 2011

merles bleus

tão previsível, tão verossímil, até parece oriunda de outra dimensão. É tamanha a indiferença, tamanha a passividade e facilidade de se antever seus sentimentos, que às vezes até me surpreendo. Vai ver, dessa maneira inconstante, você viva constantemente. A rotina -pincelada com traços aventureiros passados- te pega, te prende, te consome. É como se a sua pontualidade de presença fizesse de você um certo tipo de platonismo, um ser inalcançável. Em doses homeopáticas, você se mostra, e se revela frustrada e decidida [ou não] a atingir seu ápice, sua freedom.
e o menino (pequeno, 7 anos e alguns meses) aguardava pacientemente do lado de fora da porta do quarto dos pais. Esperava ouvir algum sussurro, grito ou qualquer sinal de que estava tudo bem. O pequenino, loiro e de olhos castanhos, tapava os ouvidos com suas mãozinhas, torcendo para que aquilo parasse. Cerrava os olhos tão profundamente, que às vezes parecia estar tudo bem, não havia grito algum. Na sua breve inocência, não entendia muito bem o que se passava em sua cabeça, na verdade, não sabia o que era, só sabia o que vinha depois.

abril 29, 2011

sa mort

foi naquele ano, em que ele saiu em busca dos sonhos perdidos ao longo de toda sua vida. Tentava se lembrar de quando foi que tudo começou, mas a única lembrança que vinha em sua mente, era a de estar em um bar, bebendo cachaça barata e lamentando a morte da única mulher de sua vida. Não era, necessariamente, o fim da linha, mas ele sentia que o pesadelo havia começado e tão rapidamente que perdeu as contas de todas as noites em que passou secando garrafas para tentar -uma única vez- esquecer seu grande amor, ou pelo menos, superar a morte dele. Aos poucos foi se afastando dos amigos, faltava no trabalho e não atendia ao telefone. Recebia diariamente avisos de despejo do seu apartamento alugado pois não pagava as contas, que ele olhava, lia e despejava junto ao monte empilhado de papéis. Não tomava banho, não comia direito, não falava, não sentia, não piscava. Estava apático. Anestesiado. Talvez por causa do álcool em excesso, mas sua consciência não o deixava continuar a viver, precisava dar um fim nisso. Mas nem dar um fim ele conseguia.
Seu quarto escuro, sua cama de molas já tocando o chão, garrafas e mais garrafas distribuídas ao longo do apartamento. Ele andava sempre de jaqueta preta, com os olhos cabisbaixos e vermelhos e profundos, como se procurasse alguma coisa pelo caminho, não sei, uma saída, um buraco negro pra sumir. Entre os pensamentos entorpecidos e indiferentes e a claridão amarela e puntual dos postes da rua, ele pensava, ou melhor não pensava, deixava chegar seu fim incerto, dormente. Até que tudo ficou ainda mais escuro e avassalador e em estado de letargia mórbida, e sua vida passou num segundo diante de seus olhos, consumindo-o de um sentimento de aceitação. E ele aceitou aquela visão amarga da vida, obscura, indolente, inerente à sua existência. Assemelhou cada passagem de sua infância descuidada, sua adolescência introspectiva e relacionou tudo a tudo, compaginou seus sonhos aos pesadelos, suas vitórias -nem tão vitoriosas- aos fracassos, e sem pensar duas vezes, olhou para tudo aquilo com conformidade, em negrito e berrando dentro de si junto a seu corpo retalhado e inconsequente, lívido. Ele estava independente.

abril 26, 2011

apaga

escurece, parasita, queima, perde, liga, some, soma, vidra, ama, olha, torna, desliga, vira, reduz, seduz, exala, anda, aparece, desaparece, aliena, super estima, atrapalha, desorienta, hostiliza, incomoda, engana, negligencia, despe, sufoca, desaponta.
e outros tantos.

abril 22, 2011

eba, mais uma anedota.

cabElos olhos pés mãos dedos Unhas cílios pupilAs lábios dentes língua topete sabão braços tatuagens cheiros seios cores uMbigo furOs piercings jeans liVros sorrisO estática lágrima filme física frio altura normal história loja cheiro sensação abraço macarrão dinossauro 'carinha' óCulos barriga coração cheiro caixinha física cheiro tÊnis blusa roxa rosa preta letra branca cheiro felicidade feliz? flor piada 20 mínimo máximo vida cidade perfume mulher fe... f, f, f, f, f, fodeu.

abril 18, 2011

aquele que Reluz

O amor é vontade física, é admiração. O amor é paixão, é convivência, aceitação. O amor é nada. A vida é amor, a vida é tudo. A vida é feita de amor, de apego à primeira vista. O amor é platônico. O amor é plutônico. O amor está longe e é tão grande que cabe na palma da mão. É outra dimensão. Nega, retrai, assusta, deslumbra. Reluz. O amor é luz, é fogo que não arde, queima. É idealizado, é inventado, é desamado. É desumano não ser correspondido. É menos humano ainda, corresponder. O amor é bebida, dinheiro, música. O amor reluz. É falsa verdade. O amor usa o cabelo curto. O amor tem cicatrizes. É uma cicatriz. O amor tem tatuagem preto e pele. Tem sono, mastiga, engole e cospe as mais bonitas frases, encapuzadas e mentirosas. Ele mente, e como. Ele tem uma carinha nas costas e uma história bonita na frente. Ele se veste de calça jeans e tem uma namorada que pega no pé. O amor não existe, é parte do cérebro que foi danificada. O amor existe no mundo dos homens, dos homens, das mulheres com mulheres. O amor não sobrevive por si só. Se alimenta de gente como eu. O amor, assim, em você personificado, encarnado. Digno de exorcismo.

Obs: o amor me liga às vezes.

abril 07, 2011

março 30, 2011

ainda sem título.

Nunca fui muito religiosa. Não costumava frequentar a igreja com meus pais, nem carregar santinhos na carteira ou um escapulário no pescoço como muitos fazem. Até sei rezar, mas confesso que aprendi tal façanha quando era criança, com a Nilnil, uma babá interiorana que de tão devota, acabou pedindo demissão para virar freira. A partir daquele momento, começamos uma longa procura por outra babá (não tão beata como esta última) mas que atendesse aos caprichos de minha mãe e que pelo menos cozinhasse um bom "Strogonoff". Fumantes, baianas, paulistas, vizinhas e até mesmo uma curitibana, que quando foi embora, pediu para que fosse deixada em uma... casa de entretenimento para maiores de 18 anos? Chega até a ser engraçado: uma para um convento, outra para um evento. Tipo claro e escuro, barroco, disforme. Divergente.
O fato é que a religião está impregnada em cada um de nós, desde os tempos das trevas, das caravelas, das fogueiras. Até mesmo a prostituta Alice, carregava em sua carteira um santinho do tipo impresso num papelzinho. Santo Expedito, creio eu. A religião impregnada como uma unidade puramente financeira, como ideológica. De falsos arrependimentos, falsas punições.
Sempre tive minha própria religião, minhas crenças e simpatias. Era como se fosse a religião do "eu". eu acredito, eu mando e desmando e eu interior.
Mas naquele momento, pedir (nem que fosse a mim mesma) me pareceu a melhor solução, uma válvula de escape, vô.

março 17, 2011

o intuito

De manhã até tarde
Oh decisão! Fez-me esperar-te
Refletir sobre o sentido, quase sem verdade
Do cultismo gregoriano à sutileza de ambiguidade.

De espírito fez-me altivo
Olhos de ressaca, um bem conhecido
ainda que verossímel, é transitoriedade, asfixia
por sentir catarse.

Medidas em Fibonacci, uvas, deuses, ócio
Os períneos de todos conhecem,
Os satânicos, de sátira enriquecem.

Aristo-cabras, seguem pois, um mandatário indolente
é flor que se venda, é anjo vestido
de vermelho, despido.

março 14, 2011

Meta iptata

Ad fidem
Ad extremum
Ad futuram memoriam
Ad honorem
Ad inferos
Ad infinitum
Ad probandum tantum, Ad sensum, Ad unguem, Ad te.

sua vida anedótica

já tenho seu diagnóstico.
Você sofre de um distúrbio que afeta de uma, em cada uma pessoa no mundo: a velhice precoce. Falando bem a verdade, você já nasceu com essa doença. Suas costas doem, seu cabelo está ralo, seu perfil(que nunca foi dos mais atléticos) engordou, apareceram uns tufos brancos de barba em seu rosto. Seu cheiro lembra o de um armário fechado por muito tempo, lotado de naftalina, e aquele ânimo que você tinha quando era 'novo', está há muito tempo em sua memória. Você conta suas 'aventuras' para seus priminhos, e seus poucos amigos que restam, o visitam semanalmente para uma tarde agradabilíssima jogando xadrez e tomando chá de hortelã preparado por sua amada, calma, simpática e zelada esposa. Que vida.
Um dia você acorda, e percebe que sua vida toda foi gasta jogando joguinhos na internet, tomando toddynho sem gelo pelas manhãs, lendo livros de animê e sendo tremendamente monótono.
Sua idade já avançada, não te deixa mais escolha: vai ao geriatra, tenta camuflar seus fios brancos, tem umas crises existenciais de personalidade, e você lamenta muito o tempo ter passado, afinal, sua vida foi praticamente em vão.
Digo, seus 20 e poucos anos.

fevereiro 21, 2011

Mário Vargas Llosa

"...uma fusão que só pode se expressar adequadamente traumatizando a sintaxe: Eu lhe me entrego, você me se masturba, chupe-se-me-nos"

fevereiro 20, 2011

uma fala

mas esse seu olhar altivo e até meio que indiferente
te torna uma mulher meio "implacável" com ares de
heroína de filme de ação, de cafetina bilionária.

fevereiro 15, 2011

camisa 10

Encontramo-nos e foi assim, segurando o riso, pra não perder o costume.

fevereiro 10, 2011

Conversa de bar

(dezembro de 2010, não sei bem o dia)
-Cadê minha comanda?
-Cara, desculpa, acho que a deixei no banheiro feminino quando entrei pra dar uns pegas na Mirela. E ô muié boa, aquela! Que pernas, que peitos!
-Cara, cadê minha comanda?
-Já disse, velho, desculpa mesmo. Esqueci de pegá-la em cima da pia. Mas você devia ter visto! Mulatinha gostosa, um tesão! É de tirar o chapéu!
-Paulo, só preciso da minha comanda, por favor. Agora.
-Silvio, meu amigo, eu te pago uma gelada pra você dar uma descontraída. Está um pouco tenso. Alguma coisa aconteceu?
-É, aconteceu! Minha vida virou um caos! Amélia me abandonou pra fugir com outro, levou meus filhos, perdi o emprego, bati o carro e ainda não consigo achar minha comanda! Estou a ponto de cometer um suicídio!!
(Paulo, já meio embriagado)
-Puxa, cara! Eu não sabia de nada disso, meu chapa, se soubesse teria lhe ajudado! Mas me conte, como é esse outro aí, que sua mulher fugiu?
-Seilá! Não quis saber! Agora vá atrás da minha comanda porque eu tô com pressa!!
-Silvio, não fique assim! Hei de lhe apresentar uma mulatinha moreninha, gostosinha! Assim você vê se não esquece Amélia, de uma vez! Garçon, desce uma gelada tilintando aqui pra nós!
-Não quero saber de mulata, de galega, de cabritinha muito menos de holandesa. Só quero pagar minha conta e ir pra casa! Qual é o teu problema?
-Já disse, esqueci de pegá-la no banheiro, Silvio! E como vai a família do interior? E o cachorro?
-Vão de mal a pior, depois que mamãe faleceu, papai acabou adoecendo, meus irmãos foram para o exterior e a cachorra tomou veneno e morreu em três dias, agonizando, coitada! Agora você me arranja a comanda! Não quero pedir de novo!
-Silvio, você está realmente na pior, meu caro. Vejo que precisas tomar umas, sair por aí pelas ruas e talvez... contratar uma garotinha para satisfazer suas vontades e fantasias! Conheço umas branquelas, magrelas, um show!
-Não, Paulo, chega!! Já estou farto, começando a me irritar! Aliás, já estou irritado! Quero minha comanda e nenhum pio!
-Silvio, Silvio, você precisa se desapegar dessas coisas e apostar dos prazeres carnais! Mas já que insiste, te peço desculpas mais uma vez. Não quer um gole mesmo? Tá uma delícia, geladinha! Devassa!
-Não, Paulo, não! NÃO! Chega!

Mais tarde, depois de terem se estapiado e separados pelas pessoas que estavam no bar, já de madrugada, Silvio achou sua comanda em seu bolso esquerdo da calça.

fevereiro 05, 2011

nem luxo nem lixo

-melhor, é se nunca tivesse te conhecido.
-Fosses lá?
-Tu não achas melhor?
-Pô gata,
manera na bebida aí,
-melhor, fala mais devagar, hablas mas despacio, seu bosta.
-Não, porque tu devias ter visto!
-Praia boa, ceva gelada, mulher carioca! Essa é das boas!
-Aproveita e coloca um silicone, vai!
-Tais com sono?
-Não, porque é o branco! Não, porque é mais confortável, não, porque é melhor!
-Não, não é. E nem vai ser.
-Pra que ilusão, quando se tem você, carinha de merda.
Aproveita e aquece aí. o c#@* e a x#@*, porque eu tô que tô.

oba lá vem ele

Você me irrita.
você assim, do jeito que é, inconstante. Nojento.
e que me fascina.
Me irrita essa sua vida fácil, seus (pequenos) problemas. Não queria dizer muito, nem é de bom tom, mas já dizendo, você é um cara inseguro, porco, mascarado. Me irrita essa sua voz amena e cheia de sotaque; me irritam mais ainda as suas roupas, seus tênis, seu pênis. Suas mulheres.
Em suma você é um cara chato, barrigudo, amargurado, cheio de manias, metido a besta, viciado e insuportável.
Você é viciante.
Odeio seu carro, suas mãos, seu jeito de andar, de falar e de escrever, principalmente.
Não sei como te aturo, nem como te suportarei daqui a um ano, daqui a mil anos.
Ainda não sei como posso te amar.

fevereiro 03, 2011

não exagere, faça tudo nos conformes, não se perca no tempo. Esteja em dia, faça sexo, namore, coma, durma, saia.
Evite alguns, estupre outros, sabote todos.
Produza em quantidade, consiga mais qualidade, resuma, obrigue, decore.
Estude, leia, faça. Faça mais.
Supere-se, chore, grite, xigue! Esteja a ponto de enlouquecer e ao mesmo tempo não se sinta culpada; você pode sempre mais, e você consegue mais.
Aposte no seu sono, estude histologia, leia revista nas aulas de geopolítica, resuma, acorde às 5 da matina pra conseguir lugar, brigue.
Acorde aos sábados! Não perca a hora, redija textos, um por fim de semana.
Evite os simpáticos, eles são "só" simpáticos.
Prefira os exigentes, um é de direita, outro de esquerda, aproveite isso.
Não se esqueça dos exercícios, leia as apostilas, leia jornal, leia os olhos, acalme-se.
Tenha paciência, precisão, agilidade e o mais importante: autoconfiança.
Aproveite para viajar quando pode!
Durma, faça algum esporte, cante e toque violão, mas esteja sempre atenta às suas responsabilidades, não perca o ônibus.
Estude, se prepare, aumente a bagagem, encha mala, não linguiça.
Preparação, esforço, dedicação, e que não falhe!
E depois de tudo, não se esqueça:
Ainda temos o domingo!

janeiro 24, 2011

não é pra ler.

as notas dançavam como num balé contemporâneo, e deslizavam para fora da caixa como fumaça amarga, e melodiavam.
Pulavam por entre as frestas das portas, musicavam as árvores ali enterradas.
Elas eram só "as notas", simples notas.
tiravam sorriso de qualquer menina brava, de qualquer casal desentendido.
cumpriam horário, batiam cartão, tomavam sorvete, e se escondiam do carro colorido.
-Corre! Se não o camburão leva!
-Esconde as notas! Esconde as notas!
As notas não eram a salvação, eram só as notas.